Chapa em SC impediu recuo de Carlos Bolsonaro em disputa ao Senado

Chapa em SC impediu recuo de Carlos Bolsonaro em disputa ao Senado
Foto: Divulgação

Tuesday, 27 January 2026

Resistência de lideranças locais e acordos consolidados no estado tornaram candidatura irreversível; cenário mexe com o xadrez político catarinense em 2026.

Os bastidores da política em Santa Catarina fervem com a confirmação de que a candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado Federal tornou-se um caminho sem volta. Diferente de especulações sobre um possível recuo, a realidade das alianças locais e a resistência a mudanças na chapa majoritária em solo catarinense blindaram o projeto. Para o eleitor de Blumenau e do Vale do Itajaí, o movimento consolida uma estratégia que não permite mais ajustes de última hora, forçando os partidos aliados a fecharem fileiras em torno do nome escolhido.

Alianças locais e o peso de Santa Catarina

A impossibilidade de recuo não se deve apenas a uma decisão pessoal, mas à complexa rede de apoios já firmada com prefeitos e lideranças regionais de Santa Catarina. No estado, onde o bolsonarismo mantém uma base sólida e capilarizada, a montagem da chapa foi tratada como um compromisso irreversível com os grupos que dão sustentação ao governo estadual. Alterar essa configuração agora causaria um efeito dominó negativo nas coligações proporcionais, algo que as lideranças locais não estão dispostas a arriscar.

Impacto no xadrez político do Vale

Para o cenário político de Blumenau e cidades vizinhas, a manutenção de Carlos Bolsonaro na disputa altera a estratégia de outros nomes que almejavam as duas cadeiras disponíveis no Senado. O "fator Carlos" obriga adversários e até aliados a recalibrarem seus discursos, focando em nichos específicos do eleitorado catarinense. O movimento demonstra que a chapa em Santa Catarina foi desenhada para ser um bunker de resistência conservadora, sem espaço para negociações que envolvam a retirada de nomes da linha de frente.

Cenário irreversível para 2026

Com a estrutura de campanha já em fase de planejamento avançado e o apoio de grandes nomes da política catarinense, a candidatura entra agora em uma fase de consolidação de imagem. Para os analistas, o "não recuo" é uma mensagem clara de que o grupo político aposta todas as fichas no estado com o maior índice de aprovação da direita no país, ignorando pressões externas e focando na manutenção do controle do Legislativo e do Executivo em Santa Catarina.


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Redação

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