Projeto de lei obriga farmácias do SUS a aceitar receitas de enfermeiros

Wednesday, 04 February 2026
Proposta em análise quer facilitar acesso a medicamentos básicos e agilizar atendimento na saúde.
Um novo projeto de lei promete impacto direto nas filas de espera e no atendimento básico de saúde em Blumenau e em todo o Brasil. A proposta, que avança em caráter conclusivo nas comissões federais, estabelece que as farmácias vinculadas ao Sistema Único de Saúde (SUS) e ao programa Farmácia Popular sejam obrigadas a aceitar receitas prescritas por enfermeiros. A medida visa desburocratizar o acesso a medicamentos, especialmente em programas de saúde pública e rotinas de atenção básica.
Autonomia profissional e agilidade no atendimento
Atualmente, enfermeiros já possuem respaldo legal para prescrever medicamentos estabelecidos em programas de saúde pública e protocolos institucionais. No entanto, muitos pacientes enfrentam dificuldades para retirar os remédios nas farmácias, que muitas vezes exigem a assinatura de um médico. O projeto busca padronizar essa aceitação em todo o território nacional, reconhecendo a competência técnica da enfermagem e evitando que o cidadão precise passar por uma nova consulta apenas para validar uma receita.
O impacto direto na saúde de Blumenau e região
Para cidades como Blumenau, onde a rede de atenção básica é o primeiro contato do cidadão com a saúde, a mudança pode desafogar as Unidades Estratégicas de Saúde da Família (ESFs). Com a validação obrigatória das receitas emitidas por enfermeiros, o fluxo de pacientes tende a ser mais dinâmico, permitindo que os médicos foquem em casos de maior complexidade. A medida é vista como um passo essencial para fortalecer a eficiência do SUS e garantir que o tratamento de doenças crônicas ou acompanhamentos de rotina não sofra interrupções.
Próximos passos da legislação
O texto agora segue para análise das comissões de Saúde, Finanças e Tributação, e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Por tramitar em rito conclusivo, se aprovado nessas instâncias, o projeto poderá seguir diretamente para o Senado sem passar pelo plenário da Câmara. A expectativa é que a nova lei traga mais segurança jurídica para os profissionais de enfermagem e, principalmente, mais dignidade e rapidez para quem depende da rede pública de saúde.