STF decide se críticas a políticos podem render mais cadeia

STF decide se críticas a políticos podem render mais cadeia
Foto: E cada vez mais o contribuinte é oprimido enquanto seu único direito restante é pagar calado as cont

Friday, 06 February 2026

Julgamento retoma punição severa para quem se manifestar contra autoridades.

O cidadão de Blumenau, que já carrega o peso de sustentar uma das máquinas públicas mais caras do país, agora vive a incerteza de ver seu direito de indignação sob xeque. O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou a análise de uma ação que pode manter penas mais altas para crimes contra a honra quando o alvo é um funcionário público. Enquanto o povo cumpre o dever de pagar as contas de quem os comanda, o Judiciário decide se o silêncio será imposto através do medo de uma condenação ampliada.

A blindagem que oprime o contribuinte

A discussão gira em torno do Código Penal, que prevê um aumento de um terço na pena para calúnia, injúria ou difamação se o crime for contra funcionários públicos no exercício da função. Na prática, isso cria uma casta de protegidos: se você se indignar com um gestor público em Blumenau ou no Vale do Itajaí, a punição pode ser muito mais severa do que se a crítica fosse a um vizinho ou trabalhador comum.

O relator do caso, ministro Edson Fachin, já votou contra essa diferença, alegando que a liberdade de expressão e a fiscalização do poder são pilares democráticos. No entanto, o julgamento foi retomado com o voto do ministro vistor, trazendo novamente à tona o risco de uma "blindagem" estatal que coage o cidadão comum.

O peso no bolso e a mordaça na voz

Para o blumenauense, que vê os impostos serem drenados para Brasília e para as estruturas locais, a manutenção desse privilégio jurídico soa como uma afronta. É a institucionalização de que quem paga a conta não tem o direito de reclamar de quem a gasta. A norma questionada parece servir menos para proteger a honra e mais para intimidar quem ousa questionar a conduta de autoridades nas redes sociais ou em praça pública.

A decisão final do STF definirá se o Brasil seguirá o caminho da transparência ou se o "crime" de falar a verdade contra um sistema opressor custará ainda mais caro para quem já não aguenta mais ser apenas o financiador de privilégios.


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Redação

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