Lula articula com o centrão e quer vice do MDB para isolar Flávio Bolsonaro

Lula articula com o centrão e quer vice do MDB para isolar Flávio Bolsonaro
Foto: O cenário de Santa Catarina pode se repetir nacionalmente (divulgação)

Monday, 09 February 2026

Estratégia visa ampliar aliança para 2026; nomes como Simone Tebet e Helder Barbalho surgem como opções para a chapa presidencial.

O cenário político para as eleições de 2026 começou a ser desenhado com movimentos estratégicos diretamente de Brasília, mas com forte impacto para os eleitores de Blumenau e região. O presidente Lula (PT) iniciou uma ofensiva para atrair partidos do centrão e busca, prioritariamente, um nome do MDB para ocupar a vaga de vice em sua chapa. A movimentação tem um objetivo claro: isolar o senador Flávio Bolsonaro (PL), principal nome da oposição no momento.

Durante o evento de aniversário do PT no último fim de semana, Lula deu o tom da campanha ao afirmar que o partido precisa de um "amplo arco de alianças", especialmente em estados onde a sigla encontra maior resistência. Para o eleitorado catarinense, tradicionalmente mais conservador, a escolha de um vice de centro pode ser o fiel da balança na disputa pelo voto local.

MDB no radar e o futuro de Geraldo Alckmin

A possível entrada do MDB na chapa presidencial coloca em xeque a permanência de Geraldo Alckmin (PSB) como vice. Embora Lula mantenha uma relação de confiança com Alckmin, o Planalto avalia que o MDB traz um capilaridade partidária essencial para neutralizar o avanço bolsonarista. Entre os cotados estão a ministra Simone Tebet, o ministro Renan Filho e o governador do Pará, Helder Barbalho.

A articulação também mira o comportamento de legendas como o PSD e o União Brasil. O governo tenta evitar que essas siglas fechem apoio formal à direita, buscando ao menos a neutralidade no primeiro turno.

Impacto nas bases locais de Blumenau

Para as lideranças políticas de Blumenau, a movimentação nacional acende o alerta para as coligações estaduais. Como o MDB possui forte base no Vale do Itajaí, uma aliança nacional com o PT pode redesenhar os palanques locais, forçando candidatos a prefeitura e ao governo do estado a recalcular suas rotas de apoio para não perderem o contato com o eleitorado que flutua entre o centro e a direita.

A disputa, que segundo pesquisas recentes aponta um empate técnico entre Lula e nomes do clã Bolsonaro, promete ser decidida no detalhe das alianças regionais.


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Redação

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