Amin critica proposta de chapa com três candidatos ao Senado em SC

Amin critica proposta de chapa com três candidatos ao Senado em SC
Foto: Tradicional político catarinense se vê perdendo espaço (divulgação)

Thursday, 12 February 2026

Senador fala em traição e defende coerência na formação da coligação majoritária para as eleições

O cenário político de Santa Catarina subiu de temperatura com as recentes declarações de Esperidião Amin (PP). O senador manifestou publicamente seu descontentamento com a possibilidade de uma composição que abrigue três candidatos ao Senado em uma mesma chapa. Para Amin, a ideia fere a lógica eleitoral e configura o que ele classificou como traição, sinalizando uma divisão interna que pode enfraquecer o projeto político do grupo.

Bastidores e a resistência do Progressistas

A polêmica gira em torno da estratégia de acomodar diferentes lideranças aliadas em uma única estrutura majoritária. Amin, figura histórica da política catarinense e com forte base eleitoral em cidades como Blumenau e Florianópolis, defende que uma chapa precisa de unidade e foco. Segundo o senador, a fragmentação de candidaturas ao Senado dentro da mesma coligação confunde o eleitor e prejudica a fidelidade partidária.

A postura de Amin reflete o desejo do Progressistas (PP) de manter o protagonismo no estado. Em Blumenau, polo econômico onde o partido tradicionalmente busca alianças sólidas, o posicionamento do senador repercute entre as lideranças locais que aguardam definições para as estratégias de palanque na região do Vale do Itajaí.

O impacto nas alianças estaduais

A rejeição de Amin a esse modelo de chapa coloca pressão sobre os articuladores políticos. O senador argumenta que a "engenharia" política não pode se sobrepor à clareza das propostas apresentadas ao cidadão. Para ele, uma candidatura ao Senado exige exclusividade e suporte total da coligação, algo que ficaria comprometido com a divisão de votos e atenções entre três nomes diferentes.

Enquanto as conversas de bastidores avançam, a fala de Amin estabelece um limite claro para as negociações: o PP não está disposto a aceitar acordos que diluam sua força ou que pareçam manobras para isolar lideranças específicas. O desdobramento dessa crise definirá como as forças conservadoras de Santa Catarina chegarão às urnas.


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Redação

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