Polícia Federal pede suspeição de Toffoli no Caso Master

Thursday, 12 February 2026
Investigação sobre transações financeiras gera embate entre a PF e o ministro do STF, que classifica suspeitas como "ilações".
O cenário jurídico brasileiro ganha um novo capítulo de tensão entre instituições. A Polícia Federal (PF) formalizou um pedido de suspeição contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, no âmbito das investigações que envolvem o Grupo Master. O pedido baseia-se em possíveis conflitos de interesse que, na visão da corporação, poderiam comprometer a imparcialidade do magistrado na condução ou julgamento de processos ligados ao caso.
Para o público de Blumenau e do Vale, atento aos desdobramentos da política nacional e à transparência das instituições, o caso chama a atenção pelo peso das partes envolvidas. A PF sustenta que existem elementos que justificam o afastamento do ministro do caso, enquanto Toffoli reagiu prontamente, negando qualquer irregularidade e afirmando que as suspeitas não passam de conjecturas sem base factual.
Os argumentos da Polícia Federal
O núcleo da controvérsia reside em transações financeiras e relações que a PF investiga sob o selo do "Caso Master". De acordo com os investigadores, a proximidade com figuras centrais do grupo econômico colocaria o ministro em uma posição de vulnerabilidade ética para atuar no processo.
A suspeição é um instituto jurídico previsto para garantir que nenhum juiz atue em causas onde haja dúvida razoável sobre sua neutralidade, seja por amizade, inimizade ou interesse financeiro.
A resposta do ministro e do STF
Em nota oficial e manifestações recentes, o ministro Dias Toffoli rechaçou as acusações. Ele classificou a ofensiva da Polícia Federal como baseada em "ilações" — termo utilizado para descrever conclusões extraídas de fatos insuficientes ou suposições. O ministro defende que sua atuação sempre foi pautada pela legalidade e que não há fundamentos jurídicos que sustentem o pedido de afastamento.
Impacto na autoridade das instituições
Este movimento é considerado atípico e demonstra um acirramento na relação entre o braço investigativo (PF) e o Judiciário (STF). Em Santa Catarina, estado onde o setor jurídico e empresarial acompanha de perto as decisões da Suprema Corte pela segurança jurídica que elas representam, o embate é visto como um teste para os freios e contrapesos da República.
A decisão sobre a suspeição deverá ser analisada pelos pares do ministro no STF. Caso seja aceita, os atos praticados por ele no processo podem ser anulados; caso seja rejeitada, a investigação segue sob sua relatoria original, mas com o desgaste político já instaurado entre as instituições.