Relatório da CPI do Esgoto deve ser lido na quarta-feira

Thursday, 12 February 2026
Falta de quórum em reunião preparatória na Câmara de Blumenau empurra desfecho da investigação sobre a BRK para o fim do Carnaval.
O clima esquentou nos bastidores da Câmara de Vereadores de Blumenau na reta final da CPI do Esgoto. Mesmo com os cinco membros presentes na Casa nesta quinta-feira, uma reunião preparatória crucial para definir os últimos detalhes do relatório final não aconteceu por falta de quórum. Agora, a previsão oficial é de que a leitura do documento que detalha as supostas irregularidades no contrato de saneamento ocorra apenas na tarde da Quarta-feira de Cinzas, 18 de fevereiro, às 15h.
O impasse surgiu após o presidente da comissão, Diego Nasato (Novo), sinalizar que pretendia convidar o prefeito Egidio Ferrari (PL) para prestar esclarecimentos nesta sexta-feira. A movimentação foi vista pelos demais membros — Egídio Beckhauser (Republicanos), Marcelo Lanzarin (PP), Bruno Cunha (Cidadania) e Flávio Linhares (PL) — como uma estratégia política "para a torcida", já que o convite ocorreria em cima da hora, sem consulta prévia à agenda do chefe do Executivo ou do próprio Legislativo.
Entenda o conflito na reta final
A CPI, que investiga o contrato de concessão do esgoto desde julho de 2025, ganhou fôlego após a polêmica assinatura (e posterior revogação) do quinto aditivo contratual. Segundo o presidente Nasato, o esvaziamento da reunião preparatória impediu o avanço de novos depoimentos. Por outro lado, os outros parlamentares argumentam que houve tempo suficiente nos últimos meses para tal convite e que o foco agora deve ser o encerramento técnico dos trabalhos.
Para que a leitura na Quarta de Cinzas seja confirmada, a proposta de reunião precisa ser registrada no sistema da Câmara e assinada por, no mínimo, três dos cinco membros da comissão.
O que esperar do relatório
O documento final é aguardado com ansiedade pela população blumenauense, pois deve apontar falhas estruturais e inconsistências na execução do serviço pela BRK Ambiental. Após a leitura e aprovação interna, o relatório será encaminhado ao Ministério Público, que terá a competência legal para decidir sobre possíveis responsabilizações civis ou criminais dos agentes envolvidos.