Bastidores de SC: petista provoca Amin sobre vaga no Senado

Bastidores de SC: petista provoca Amin sobre vaga no Senado
Foto: Zarattini que, por sua vez, aparecia nas planilhas da Odebrecht (divulgação)

Saturday, 14 February 2026

Em Brasília, Carlos Zarattini alerta senador catarinense sobre risco de ser "rifado" na chapa de Jorginho Mello.

A movimentação política em Brasília trouxe um tempero extra para a disputa eleitoral de Santa Catarina nesta semana. O deputado federal Carlos Zarattini (PT) não perdeu a oportunidade de alfinetar o experiente senador Esperidião Amin (PP-SC) sobre a incerta composição da chapa do governador Jorginho Mello para 2026. Em um tom de "alerta amigável", o petista sugeriu que o parlamentar catarinense pode estar perdendo espaço na coalizão bolsonarista.

O diálogo, que reflete o fervilhamento dos bastidores na capital federal, toca em um ponto sensível para o eleitorado de Blumenau e do Vale do Itajaí: quem serão os representantes do estado no Senado? Enquanto Carlos Bolsonaro (PL) já desponta com uma vaga garantida na chapa majoritária, a segunda cadeira é alvo de uma disputa acirrada entre nomes de peso.

O "cochilo" na política catarinense 

arattini brincou com Amin sobre a possibilidade de o parlamentar ser deixado de lado pelos aliados em favor da deputada bolsonarista Caroline de Toni (PL). A parlamentar tem condicionado sua permanência no partido à garantia de uma candidatura ao Senado, o que coloca Amin em uma posição defensiva.

Ao ser alertado pelo petista sobre o cenário desafiador, Amin admitiu que a disputa está de fato "acirrada". A resposta de Zarattini foi direta: "não pode cochilar". O senador, figura frequente em agendas políticas no Vale, encerrou a conversa afirmando que segue na luta para manter seu espaço.

Impacto em Blumenau e região

Para Blumenau, o maior polo regional do Vale, essas definições são cruciais. A cidade, tradicionalmente conservadora e com forte influência nas decisões estaduais, observa com atenção se o PP conseguirá manter sua relevância ou se o PL de Jorginho Mello optará por uma chapa pura com nomes mais alinhados à ala radical do bolsonarismo.

O racha interno e as provocações externas mostram que, embora as eleições ainda pareçam distantes, o tabuleiro catarinense já está em pleno movimento, e qualquer "cochilo", como alertou o adversário petista, pode ser fatal para carreiras históricas.


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Redação

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