Amin afirma que ninguém pode impedi-lo de sair ao Senado

Amin afirma que ninguém pode impedi-lo de sair ao Senado
Foto: Jorginho Mello e Esperidião Amin (divulgação)

Friday, 20 February 2026

Senador reage a articulações entre PL e nomes nacionais, reafirmando que buscará a reeleição representando Santa Catarina em 2026.

O cenário político de Santa Catarina, que sempre encontra em Blumenau um termômetro decisivo para as urnas, ganhou novos capítulos nesta semana. O senador Esperidião Amin (PP) subiu o tom ao comentar as recentes movimentações que tentam desenhar a chapa majoritária para 2026. Com a autoridade de quem conhece cada canto do Vale do Itajaí, Amin foi enfático ao declarar que sua pretensão de concorrer à reeleição é inegociável, afirmando que "ninguém pode impedi-lo" de colocar seu nome à disposição do eleitor catarinense.

A fala de Amin surge como uma resposta direta ao "embaralhamento" causado pela possível entrada de Carlos Bolsonaro (PL-RJ) na disputa por uma vaga ao Senado pelo estado. A articulação, que conta com o aceno do governador Jorginho Mello, gerou um impasse na direita catarinense, já que nomes fortes como a deputada Caroline de Toni também estão no páreo. Para o eleitor de Blumenau, acostumado com a política de alianças sólidas, o racha sinaliza uma disputa intensa por espaço dentro da federação e dos partidos aliados.

Amin reforçou que possui o mesmo direito de qualquer cidadão de concorrer e destacou que conta com o apoio da federação União Progressista. O senador reconhece que o espaço na chapa é limitado — já que não há como abrigar três candidaturas majoritárias de peso simultaneamente — mas mantém o posicionamento de que sua trajetória e histórico de votações em redutos como o Médio Vale garantem sua legitimidade no processo.

Enquanto os bastidores em Florianópolis e Brasília fervem, a militância em Blumenau observa atentamente. A cidade, que é peça-chave em qualquer estratégia eleitoral estadual, aguarda para ver como essa queda de braço influenciará as dobradinhas locais. Por ora, Amin deixa claro que não será um coadjuvante passivo nas negociações da direita para o próximo pleito.


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Redação

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