Valdemar Costa Neto admite tristeza ao isolar Amin em chapa de SC

Saturday, 28 February 2026
Presidente do PL detalha os bastidores políticos que mudaram os rumos da aliança majoritária e o impacto nas estratégias eleitorais do estado.
A movimentação das peças no tabuleiro político de Santa Catarina continua gerando repercussões profundas, especialmente após as recentes declarações de Valdemar Costa Neto. O presidente nacional do PL rompeu o silêncio sobre a engenharia política que acabou retirando o senador Esperidião Amin (PP) da composição principal da chapa no estado, uma decisão que ecoa fortemente entre o eleitorado do Vale do Itajaí, onde Amin mantém bases históricas.
O peso das alianças sobre a amizade
Em um movimento que mistura estratégia partidária e desconforto pessoal, Valdemar Costa Neto confessou ter ficado "triste" com a necessidade de excluir Amin da coligação majoritária. Para o eleitor de Blumenau, que acompanha de perto a fidelidade partidária e as alianças de direita, a fala de Valdemar revela que a decisão foi puramente pragmática, visando o fortalecimento de candidaturas próprias do PL, mesmo que isso custasse o apoio formal de um dos nomes mais tradicionais da política catarinense.
Bastidores e a "decisão difícil" do PL
Segundo Valdemar, a relação de longa data com a família Amin tornou a escolha ainda mais complexa. No entanto, a prioridade do partido em consolidar o projeto de Jorginho Mello e garantir palanques exclusivos para a legenda 22 falou mais alto.
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O fator fidelidade: Valdemar destacou que Amin sempre foi um aliado leal no Congresso Nacional.
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Estratégia estadual: O isolamento foi visto como um "mal necessário" para evitar divisões internas que pudessem enfraquecer a unidade bolsonarista em solo catarinense.
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Impacto no Vale: Políticos da região de Blumenau observam agora como o Progressistas (PP) irá se reposicionar após o gesto de "desapego" do diretório nacional do PL.
Análise de autoridade no nicho catarinense
Para quem vive em Blumenau e região, a política é decidida no detalhe das alianças. A fala de Valdemar serve como um termômetro de como Brasília enxerga a força de Santa Catarina. O distanciamento entre PL e PP no estado, embora lamentado pelo dirigente, sinaliza uma nova era de hegemonia que busca não depender de nomes tradicionais das décadas passadas, apostando em uma renovação sob a bandeira da direita conservadora.
O que esperar do cenário eleitoral
A tristeza manifestada por Valdemar não altera o curso prático das urnas, mas serve como um aceno diplomático para evitar o rompimento total com a base de Amin. O eleitor catarinense, conhecido por seu perfil analítico, agora avalia se essa estratégia de isolamento trará os resultados esperados ou se abrirá espaço para que forças de centro-direita busquem novos caminhos fora da órbita direta do PL nacional.