Gilson Marques quer travar aumento de impostos com limite ao Seletivo

Monday, 09 March 2026
Proposta do deputado busca evitar que novos tributos sobre consumo sejam usados para arrecadação excessiva
O deputado federal Gilson Marques (NOVO-SC) protocolou nesta quarta-feira (4) o Projeto de Lei Complementar 42/2026. A iniciativa, construída junto à bancada do seu partido, visa impor limites claros às alíquotas do Imposto Seletivo. O objetivo central é impedir que o novo tributo, criado pela reforma tributária (Emenda Constitucional nº 132), transforme-se em um "cheque em branco" para o governo elevar a carga tributária de forma indireta e sem controle técnico.
O risco da falta de critérios na reforma tributária
O Imposto Seletivo nasceu com o pretexto de desestimular o consumo de itens prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. No entanto, o parlamentar alerta que a legislação atual carece de balizas, o que abre margem para aplicações abusivas. "O Imposto Seletivo tem caráter regulatório, não arrecadatório", pontua Marques, reforçando que a falta de limites compromete a previsibilidade para as empresas catarinenses e a liberdade de escolha do cidadão.
Avaliação de impacto e rigor técnico
O projeto apresentado por Marques propõe mudanças estruturais no PL nº 214/2025. Entre os pontos principais, destaca-se a obrigatoriedade de uma Avaliação de Impacto Regulatório antes de qualquer definição de alíquota. Isso significa que o governo precisaria provar os efeitos econômicos e sociais da medida, além de realizar reavaliações periódicas para evitar que tributos "excepcionais" se tornem permanentes por inércia do Estado.
O imposto como última alternativa
Para o deputado, a tributação não deve ser a primeira ferramenta do poder público. O texto de Gilson Marques determina que, antes de taxar, o Estado deve buscar alternativas menos restritivas, como:
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Campanhas de informação e conscientização;
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Melhoria na rotulagem de produtos;
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Fiscalização rigorosa;
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Incentivos a produtos menos nocivos.
Defesa do setor produtivo e do consumidor
A medida é vista como um passo essencial para fortalecer a segurança jurídica no Brasil. Ao exigir que o Congresso Nacional tenha maior controle sobre o poder de tributar, Marques busca proteger tanto o consumidor final quanto o setor produtivo — pilares fundamentais da economia de Blumenau e do Vale do Itajaí. O projeto agora segue para a análise das comissões temáticas na Câmara dos Deputados.