Fios soltos: nova lei exige retirada de cabos abandonados

Saturday, 14 March 2026
Câmara aprova regras que obrigam empresas a limpar postes e realizar vistorias anuais em toda a rede de infraestrutura da cidade.
Em uma resposta direta ao acúmulo visual e aos riscos de segurança nos postes de Blumenau, a Câmara de Vereadores aprovou, nesta quinta-feira (12), o Projeto de Lei Complementar 2461/2025. A proposta, de autoria do vereador Bruno Cunha (Cidadania), altera a legislação municipal de 2017 e impõe normas mais severas para a organização de fios e cabos que hoje poluem a paisagem urbana de diversos bairros blumenauenses.
O cenário de fiações pendentes e equipamentos desativados é comum em ruas movimentadas da cidade, fruto do compartilhamento de postes entre empresas de energia e telecomunicações. Com a nova medida, o foco é garantir que a infraestrutura não seja apenas funcional, mas segura e esteticamente organizada.
Prazos curtos e vistorias anuais em Blumenau
O texto aprovado estabelece que as concessionárias devem manter os cabos permanentemente alinhados. Mais do que isso, cria obrigações claras de manutenção:
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Retirada imediata: Cabos e equipamentos abandonados devem ser removidos em até 90 dias após o fim do serviço.
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Urgência em irregularidades: Após notificação de instalação irregular, as empresas têm apenas 48 horas para adequar a estrutura.
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Manutenção preventiva: Fica instituída a obrigatoriedade de uma inspeção visual completa em toda a rede aérea de Blumenau, ao menos uma vez por ano.
Além da organização física, o projeto exige que os materiais retirados tenham destinação ambiental correta, proibindo qualquer tipo de suporte improvisado ou "gambiarras" na fixação dos fios.
Foco na segurança de quem circula pela cidade
A nova lei também exige que as operadoras mantenham um inventário atualizado de toda a infraestrutura sob sua responsabilidade. O objetivo é facilitar a fiscalização e identificar rapidamente qual empresa é responsável por fios soltos que possam causar acidentes com pedestres ou motociclistas.
A proposta agora segue para a sanção do prefeito para se tornar lei efetiva. A medida é vista como um passo essencial para modernizar a infraestrutura urbana e reforçar a autoridade do município sobre o uso do espaço público pelas grandes concessionárias.