João Rodrigues revela bastidores de reunião com Jorginho Mello

Wednesday, 18 March 2026
O prefeito de Chapecó detalhou o encontro com o governador e as movimentações que podem impactar as alianças políticas em Blumenau e em todo o estado.
A política de Santa Catarina vive dias de intensa movimentação nos bastidores. O prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), trouxe a público detalhes inéditos de uma reunião recente com o governador Jorginho Mello (PL). O encontro, que deveria ser institucional, acabou expondo fissuras internas no PSD catarinense e acendeu o alerta para as lideranças de Blumenau e região, que observam de perto os desdobramentos para as próximas eleições.
Durante o relato, Rodrigues não poupou detalhes sobre o tom da conversa. Segundo o prefeito, o governador teria sinalizado o desejo de uma composição ampla, mas as divergências estratégicas entre o projeto estadual do PL e as pretensões do PSD tornaram o clima tenso. "A conversa foi direta, sem rodeios", afirmou Rodrigues, indicando que a autonomia do partido em SC é um ponto inegociável para sua ala.
Para o eleitor e as lideranças de Blumenau, esse racha é significativo. A cidade, um dos maiores colégios eleitorais do Vale do Itajaí, costuma ser o termômetro de alianças que se consolidam na capital. Uma eventual ruptura definitiva entre Rodrigues e o grupo de Jorginho Mello obriga o PSD local a recalcular rotas, especialmente em municípios onde as siglas caminhavam juntas.
O lide dessa crise passa pela afirmação de autoridade de João Rodrigues dentro da sigla. Ao revelar os bastidores, ele se posiciona como o principal contraponto ao projeto de reeleição do atual governador, buscando aglutinar forças que hoje se sentem desprestigiadas pela gestão estadual.
Especialistas em política catarinense apontam que o movimento de Rodrigues é uma tentativa de blindar o PSD contra o avanço do PL sobre suas bases. Em Blumenau, onde a influência de figuras estaduais é decisiva para o xadrez municipal, o anúncio desses bastidores funciona como um divisor de águas: ou o partido se mantém fiel à candidatura própria, ou corre o risco de ser absorvido pela estrutura governista.
Acompanhar os próximos passos dessa "explosão" no PSD é fundamental para entender como as verbas e os projetos para o Vale do Itajaí serão conduzidos nos próximos meses, já que a política e a gestão técnica andam, invariavelmente, de mãos dadas em Santa Catarina.