Moraes autoriza prisão domiciliar de Bolsonaro após alta médica

Wednesday, 25 March 2026
Decisão de Alexandre de Moraes estabelece regras rígidas para o ex-presidente em regime domiciliar por 90 dias.
A política nacional volta a refletir diretamente nas conversas em Blumenau e em todo o Vale do Itajaí. Nesta terça-feira (24), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), expediu o alvará que oficializa a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para a prisão domiciliar. A decisão ocorre após o ex-presidente apresentar melhora em seu quadro de saúde, permitindo que ele deixe o hospital para seguir o tratamento em residência sob monitoramento eletrônico.
Detalhes da decisão e saúde de Bolsonaro
Bolsonaro estava internado desde o dia 13 de março no Hospital DF Star, em Brasília, para tratar uma broncopneumonia bacteriana e problemas renais. Embora tenha saído da UTI, o ex-presidente ainda não possui uma data exata para a alta hospitalar definitiva, mas o documento assinado por Moraes já garante que, assim que liberado pelos médicos, ele não retornará imediatamente à cela no 19º Batalhão da Polícia Militar.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se a favor da medida, classificando-a como "prisão domiciliar humanitária temporária". O prazo inicial concedido pelo ministro é de 90 dias, período em que Bolsonaro deverá focar em sua recuperação clínica.
Regras e restrições impostas pelo STF
A mudança de regime não significa liberdade plena. O ministro Moraes estabeleceu uma série de cautelares rigorosas que, se descumpridas, podem levar ao retorno imediato para o regime fechado. Entre as principais exigências estão:
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Uso de tornozeleira eletrônica: O monitoramento deve ser integral.
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Proibição de redes sociais: Bolsonaro não poderá acessar ou postar em plataformas digitais, nem mesmo por meio de terceiros.
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Restrição de visitas: Apenas familiares próximos (esposa e filhos), advogados e a equipe médica podem acessar a residência. Visitas de aliados políticos estão suspensas por 90 dias.
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Comunicação externa: Está vedado o uso de celulares ou qualquer outro meio de comunicação.
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Vigilância policial: A Polícia Militar fará o monitoramento presencial no entorno da casa e vistorias em veículos que saírem do local.
Impacto e monitoramento
A defesa do ex-presidente tem 48 horas para indicar os profissionais de saúde que o acompanharão. Além disso, relatórios médicos semanais deverão ser enviados ao STF para comprovar a evolução do tratamento. Para os blumenauenses que acompanham de perto os desdobramentos jurídicos das figuras políticas nacionais, a decisão marca um novo capítulo na execução da pena de 27 anos e três meses a que o ex-presidente foi condenado.