Quem são os políticos de Blumenau que deixam seus cargos para as eleições?

Thursday, 09 April 2026
Prazo de desincompatibilização terminou neste sábado (4) e define os nomes do Vale do Itajaí que estarão nas urnas para cargos estaduais e federais.
O cenário político de Blumenau e do Vale do Itajaí começou a ganhar contornos definitivos para o pleito de 2026. Com o encerramento do prazo de desincompatibilização eleitoral neste sábado (4), figuras centrais da política blumenauense oficializaram suas saídas de cargos públicos e diretorias técnicas para se tornarem aptas à disputa. O movimento estratégico marca o início oficial da corrida pelas vagas na Assembleia Legislativa (Alesc), na Câmara dos Deputados, no Senado e no Governo do Estado.
Os nomes confirmados na disputa em Blumenau
Entre os rostos mais conhecidos da cidade que retornam ao tabuleiro eleitoral, destaca-se o ex-prefeito Mário Hildebrandt. Ele deixou o comando da Secretaria de Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina para lançar sua pré-candidatura a deputado estadual pelo PL. No mesmo partido, o também ex-prefeito João Paulo Kleinübing encerrou seu ciclo de quase três anos na diretoria do BRDE, onde atuou como presidente e diretor financeiro, colocando-se agora à disposição para concorrer a deputado federal.
Pelo PT, o ex-prefeito Décio Lima abriu mão da presidência nacional do Sebrae para entrar na disputa. Embora sua candidatura seja certa, o partido ainda avalia se o destino será a corrida ao Senado ou ao Governo Estadual.
Mudanças partidárias e estratégias no Legislativo
A movimentação nos bastidores também provocou trocas de legendas. O atual presidente da Câmara de Vereadores de Blumenau, Aílton de Souza (Ito), migrou do PL para o Podemos com o objetivo de buscar uma vaga na Câmara dos Deputados. Já Ricardo Alba, que detém o histórico de deputado estadual mais votado em 2018, tentará retornar à Alesc agora pelo PRD (em federação com o Solidariedade).
No âmbito federal, o deputado Ismael dos Santos optou pela mudança partidária, saindo do PSD para o PL, mas permanece no cargo atual até 2027. Já Gilson Marques (Novo), que havia sinalizado uma pré-candidatura ao Senado em 2025, recuou da estratégia em respeito a aliados e confirmou que buscará a reeleição como deputado federal.