Proposta de Gilson Marques contra cobrança retroativa de impostos avança

Saturday, 11 April 2026
Projeto do deputado blumenauense protege segurança jurídica de contribuintes após decisão do STF.
Em uma vitória decisiva para a segurança jurídica e para o bolso do contribuinte, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira o Projeto de Lei 580/2023. A proposta, de autoria do deputado federal Gilson Marques (NOVO-SC), representante de Blumenau, impede que o governo realize cobranças retroativas de impostos em casos onde a Justiça já havia dado uma decisão definitiva, o chamado trânsito em julgado.
O fim da incerteza para quem produz
O texto surge como uma resposta direta às decisões de 2023 do Supremo Tribunal Federal (STF), que permitiram a revisão de casos encerrados, derrubando a "coisa julgada". Na prática, isso permitia que o Estado cobrasse tributos de quem já havia vencido ações judiciais sem possibilidade de recurso.
Com a aprovação na CCJ por 28 votos a 23, o projeto relatado pela deputada Julia Zanatta (PL-SC) busca restabelecer a confiança de quem empreende e trabalha, garantindo que o passado não seja alterado por novas interpretações jurídicas.
Defesa da segurança jurídica
Para Gilson Marques, a medida é essencial para manter o equilíbrio no Estado de Direito. "Não é aceitável que o pagador de impostos vença uma ação na Justiça, com decisão definitiva, e ainda assim viva sob a ameaça de ter que pagar por algo do passado", destacou o parlamentar blumenauense durante a votação.
Próximos passos no Legislativo
Como a proposta tramita em caráter conclusivo, ela não precisará passar pelo plenário da Câmara, seguindo diretamente para o Senado Federal. A exceção ocorre apenas se houver um recurso assinado por pelo menos 51 deputados dentro de um prazo de cinco sessões. Caso contrário, a matéria avança para a revisão dos senadores antes de virar lei.