Defesa nega que Ciro Nogueira tenha recebido mesada de Vorcaro

Saturday, 09 May 2026
Advogados do senador classificam como "ilação" suspeita de repasses mensais investigada pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero.
A defesa do senador Ciro Nogueira (PP-PI) negou formalmente as suspeitas levantadas pela Polícia Federal (PF) de que o parlamentar teria recebido uma "mesada" de R$ 300 mil do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O caso, que repercute em todo o país e traz reflexos para as articulações políticas que impactam inclusive as bases partidárias em Blumenau, é o foco da 5ª fase da Operação Compliance Zero.
Em nota, os advogados do parlamentar afirmaram que Nogueira não teve qualquer participação em atividades ilícitas e classificaram as conclusões da investigação como baseadas em "meras trocas de mensagens, sobretudo por terceiros". Segundo a defesa, o senador repudia qualquer insinuação de irregularidade em sua conduta legislativa ou pessoal.
Entenda a investigação da Polícia Federal
De acordo com os relatórios enviados ao Supremo Tribunal Federal (STF), a PF investiga se Ciro Nogueira teria atuado em favor de interesses do Banco Master no Congresso Nacional. O ponto central seria uma emenda que aumentou a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), medida que, segundo os investigadores, beneficiaria diretamente a instituição financeira.
Os indícios apontados pela PF incluem:
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Mensagens interceptadas: Diálogos entre Daniel Vorcaro e seus colaboradores mencionando repasses a uma pessoa identificada como "Ciro".
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Valores variáveis: A investigação sugere que os pagamentos começaram em R$ 300 mil e poderiam ter chegado a R$ 500 mil mensais.
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Benefícios indiretos: Suspeitas de custeio de viagens internacionais, hospedagens de luxo e uso de aeronaves.
Impacto e desdobramentos
A operação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF, e resultou em mandados de busca e apreensão. Enquanto a Polícia Federal sustenta que as provas — que incluem registros bancários e mensagens eletrônicas — demonstram um "arranjo de benefício mútuo", a defesa de Nogueira insiste que não há provas diretas de recebimento de valores ou de qualquer ato de corrupção.
Para as lideranças políticas de Blumenau e do Vale do Itajaí, onde o partido Progressistas mantém forte influência e histórico de votações expressivas, o desenrolar do caso é acompanhado de perto, visto que Nogueira é uma das figuras centrais da legenda no cenário nacional.