Rumores de delação e crise entre PL e Novo agitam os bastidores

Friday, 15 May 2026
Investigações do Gaeco na prefeitura podem gerar acordos de colaboração; enquanto isso, falas de Romeu Zema sobre o Banco Master criam mal-estar na política catarinense.
O cenário político de Blumenau e de Santa Catarina vive dias de intensa movimentação e incertezas. Em Blumenau, após três operações de investigação sobre contratos da prefeitura em menos de 24 horas, os bastidores indicam que acordos de delação premiada já estariam sendo cogitados por figuras envolvidas, com o objetivo de proteger familiares. O clima de desconfiança aumentou após a exoneração de André Espezim, braço direito do ex-prefeito Mário Hildebrandt, em uma tentativa do Governo do Estado de evitar contaminação por investigações que não possuem ligação direta com o Centro Administrativo.
A tensão não se restringe ao Vale do Itajaí. A relação entre o PL e o Partido Novo em Santa Catarina sofreu um abalo após declarações de Romeu Zema. O governador mineiro classificou como "imperdoável" a situação envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master. A fala gerou reações imediatas e agressivas de lideranças como Carlos Bolsonaro e a deputada Júlia Zanatta, que atacaram Zema publicamente, expondo uma fragilidade na aliança que sustenta a pré-candidatura de Adriano Silva (Novo) a vice-governador na chapa governista.
Crise de confiança e o fator Zema em SC
A vinda de Romeu Zema a Santa Catarina, prevista para o próximo domingo, ocorrerá sob o signo do "caso Vorcaro". Zema passará por Blumenau, Pomerode e cidades do litoral para apresentar seu plano de governo, mas o foco deve se dividir com o desconforto causado no PL. Enquanto alguns liberais tentam sustentar a narrativa oficial de pedido de patrocínio, outros admitem em off que o impacto negativo "não vai colar", gerando dúvidas sobre o uso de materiais de campanha gravados recentemente com Flávio Bolsonaro.
O desgaste do caso Cão Orelha e a CPI na Alesc
Outro foco de instabilidade para o governo Jorginho Mello é o desdobramento do caso Cão Orelha. O deputado estadual Mário Motta (PSD) já protocolou o pedido de uma CPI na Assembleia Legislativa (Alesc) para apurar o caso, após o Ministério Público concluir que o animal morreu de causas naturais. A iniciativa busca investigar possíveis falhas na condução policial do ex-delegado-geral Ulisses Gabriel (PL). Dentro do governo, a ordem é afastar a imagem do governador deste desgaste, enquanto vozes internas avaliam que a futura candidatura de Ulisses pode estar seriamente comprometida.
Resumo das outras movimentações no estado:
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São José: O prefeito Orvino de Ávila subiu o tom contra a greve dos servidores, anunciando desconto dos dias parados e classificando o movimento como político.
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Prevenção: O Governo de SC firmou convênios de R$ 227 milhões com 48 municípios para o desassoreamento de 350 km de rios.
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Criciúma: O vereador Marcos Machado (MDB) assumiu a liderança do governo Vágner Espíndola na Câmara.