Prefeitura avalia se vai manter ou cancelar o carro caça-buracos

Tuesday, 19 May 2026
O veículo inteligente contratado para mapear problemas no asfalto e na iluminação pública das ruas de Blumenau está com o futuro indefinido na cidade.
O carro “caça-buracos”, utilizado pela Prefeitura de Blumenau para identificar problemas nas ruas da cidade, pode estar com os dias contados. Em entrevista, o atual secretário de Serviços Urbanos, Jociel Junckes, revelou que o município avalia a eficiência e a viabilidade do serviço, indicando a possibilidade de encerramento do contrato com a empresa responsável.
Avaliação de viabilidade do contrato
De acordo com o secretário Jociel Junckes, a gestão do contrato está sendo analisada minuciosamente para medir os reais resultados do veículo nas vias públicas municipais. "Estou vendo com toda a nossa parte de gestão desse contrato para verificar a viabilidade. No meu ponto de vista, não é viável", afirmou Junckes em entrevista.
A permanência do sistema depende exclusivamente do retorno prático oferecido à estrutura urbana da cidade. O secretário foi enfático sobre a postura da pasta em relação ao investimento: "Se não for eficiente, eu vou cancelar”, declarou.
Origem do serviço de monitoramento
A tecnologia começou a operar nas ruas de Blumenau recentemente, em janeiro de 2026. O serviço foi implementado por meio da contratação da empresa Mapzer, sediada em Curitiba. O acordo foi firmado na gestão do antigo secretário de Serviços Urbanos, Daniel Hostin, que esteve à frente da pasta até deixar o cargo no fim de abril de 2026.
Como funciona o sistema inteligente nas ruas
O veículo circula pelas vias públicas equipado com câmeras e tecnologia de monitoramento dinâmico para registrar uma série de irregularidades e necessidades de manutenção. O mapeamento realizado pelo sistema inteligente inclui problemas como:
-
buracos e rachaduras no pavimento asfáltico;
-
mato alto e descarte irregular de lixo;
-
problemas na estrutura de bueiros e na sinalização viária;
-
pontos com defeito na iluminação pública;
-
locais com riscos de desmoronamento;
-
veículos em situação de abandono;
-
irregularidades estruturais em calçadas e terrenos.
O processo de revisão contratual seguirá em andamento para determinar se a varredura tecnológica continuará ativa na cidade ou se os Serviços Urbanos adotarão outras frentes de fiscalização.