Câmara debate o Sistema Pronto e rumos da saúde municipal

Câmara debate o Sistema Pronto e rumos da saúde municipal
Foto: Divulgação

Thursday, 18 June 2026

Secretário prestou esclarecimentos sobre custos, falhas no agendamento e planos de expansão da plataforma na rede pública.

O funcionamento e os investimentos milionários no Sistema Pronto, plataforma que gerencia a saúde pública de Blumenau, foram o centro de um debate técnico na Câmara de Vereadores nesta terça-feira (16). A reunião da comissão especial trouxe à tona queixas recorrentes de pacientes sobre o aplicativo de agendamento de consultas e as justificativas da Secretaria de Promoção da Saúde sobre a real abrangência do software, que já integra dados com outras áreas do município.

Durante o encontro, o secretário municipal de Promoção da Saúde, Marcelo Lanzarin, acompanhado pelo gestor de contratos Gabriel Primo, apresentou a estrutura da ferramenta para os parlamentares e especialistas. O sistema controla desde o prontuário eletrônico integrado e relatórios de gestão até o estoque inteligente de materiais de saúde.

Defesa do sistema e expansão de custos

Frente às críticas da comunidade e de servidores sobre as dificuldades de navegação e problemas no agendamento, Lanzarin defendeu que o aplicativo de marcação de consultas é apenas uma pequena fração do ecossistema do Sistema Pronto. O foco principal da plataforma, segundo a pasta, é manter o histórico clínico unificado dos pacientes de Blumenau.

A gestão municipal revelou planos de ampliar as funções da plataforma no futuro, com previsão de incluir inteligência artificial e conectividade direta com o Ministério da Saúde.

Em relação aos custos, o gestor Gabriel Primo explicou que, até outubro do ano passado, o município mantinha apenas um contrato de sustentação para manutenção preventiva. Após análises comparativas com softwares da iniciativa privada, a prefeitura concluiu que o Pronto entrega funções similares às de mercado por um custo menor.

No entanto, o orçamento previsto sofreu um salto considerável: passou de aproximadamente R$ 1,2 milhão para quase R$ 4 milhões. A justificativa apresentada pela Secretaria de Saúde para esse incremento foi a expansão do uso do sistema, que passou a cobrir também as demandas das secretarias de Educação e de Assistência Social — como o monitoramento inteligente de estoques.

Próximos passos na fiscalização

Mesmo com as explicações oficiais, os parlamentares reforçaram a necessidade de soluções para quem usa o serviço na ponta. O presidente da comissão especial, vereador Bruno Win (Novo), classificou o diálogo como positivo, mas pontuou que persistem dúvidas sobre o desempenho prático da tecnologia e os resultados entregues à população blumenauense.

A comissão especial agendará novas reuniões técnicas para cruzar os dados apresentados, avaliar a necessidade de capacitação dos servidores e checar se o montante de quase R$ 4 milhões aplicados é compatível com a qualidade do serviço percebida pelo cidadão nos postos de saúde.


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Redação

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