Trump confirma voo secreto e fuga em caminhão após ameaça do Irã

Trump confirma voo secreto e fuga em caminhão após ameaça do Irã
Foto: Divulgação

Tuesday, 11 August 2026

Ex-presidente dos EUA revela que seguiu orientações militares na Turquia por não confiar nas forças iranianas.

O cenário político e de segurança internacional voltou a acender o alerta em embaixadas e governos de todo o mundo — com forte repercussão e interesse entre os leitores de Blumenau e do Vale do Itajaí. O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou publicamente nesta terça-feira (11) que precisou realizar uma operação secreta de troca de aeronaves ao deixar a Turquia no mês passado, atendendo a determinações expressas de segurança nacional.

A manobra de emergência ocorreu após órgãos de inteligência norte-americanos identificarem ameaças reais de ataques vindos de forças ligadas ao governo do Irã.

Escondido em caminhão de alimentos para despistar alvos

A operação digna de filme de espionagem, revelada originalmente pelo jornal Washington Post e confirmada por Trump, envolveu estratégias de despiste no aeroporto de Ancara:

  1. Embarque público: Trump embarcou no antigo Air Force One diante das câmeras de imprensa.

  2. Transferência secreta: Já no interior da aeronave, ele foi transferido para um caminhão de transporte de alimentos que estava acoplado ao avião.

  3. Troca de avião: O veículo seguiu até um Boeing C-32A da Força Aérea dos EUA, estacionado nas proximidades, onde Trump embarcou sem ser notado.

  4. Voo de risco: O ex-presidente decolou rumo ao Reino Unido no C-32A, enquanto o Air Force One decolou posteriormente levando a equipe de imprensa e funcionários da Casa Branca.

Ao pousar em solo britânico, Trump retornou ao Air Force One de forma sigilosa para reaparecer desembarcando da aeronave presidencial diante dos jornalistas.

"Não confio no Irã", declara Trump a jornalistas

Ao comentar a operação de segurança, Trump ressaltou que segue rigorosamente os protocolos impostos pelas forças de defesa americanas e que recebe ameaças com frequência.

"Sigo o Serviço Secreto e os militares. Eles queriam que eu pegasse outro voo, outro avião, com o mesmo nível de segurança. Mas eles queriam que eu fizesse isso, então fiz. Faço o que eles mandam", declarou.

O ex-presidente admitiu ainda que considerava a aeronave C-32A usada no trecho entre a Turquia e o Reino Unido mais vulnerável a uma ação ostensiva:

"Acho que corria um risco maior porque aquele seria o avião que, na minha opinião, eles teriam maior probabilidade de atacar. Não confio no Irã."

Origem das ameaças e sigilo militar

As informações sobre os riscos iminentes ao avião de Trump haviam sido antecipadas em julho pelo The New York Times. Segundo relatórios governamentais dos EUA, agências de inteligência consideraram a ameaça vinda de grupos aliados ao Irã como extremamente crível, recomendando a troca imediata de plano de voo e aeronave após a cúpula da Otan.

Os detalhes da operação foram mantidos sob absoluto segredo até mesmo dentro de setores do governo americano, sendo repassados apenas como uma medida preventiva geral de segurança.


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Redação

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