Pagamentos a Marco Buzzi somam R$ 300 mil após afastamento do STJ

Wednesday, 12 August 2026
Ministro, que é natural de Timbó, foi punido com disponibilidade e processo de perda do cargo por acusações de assédio sexual e importunação.
Mesmo afastado de suas funções no Superior Tribunal de Justiça (STJ) desde 10 de fevereiro de 2026, o ministro Marco Buzzi, natural de Timbó, no Vale do Itajaí, acumulou ao menos R$ 300 mil líquidos em remunerações. O magistrado foi alvo de um processo disciplinar motivado por denúncias de assédio sexual e importunação sexual, fatos que levaram a corte a determinar seu afastamento.
Os valores recebidos pelo ministro durante o período de inatividade, revelados por levantamento, incluem verbas remuneratórias e indenizatórias. Segundo o STJ, os pagamentos seguem o que está previsto em lei para a situação funcional específica em que o magistrado se encontra. Em março, o rendimento líquido registrado foi de R$ 101.020,03, enquanto em abril o valor foi de R$ 35.178,47, diante de mudanças nos benefícios.
Desdobramentos da punição no STJ
Na última quinta-feira (6), o STJ concluiu o julgamento do processo disciplinar contra o ministro. Por maioria absoluta, os integrantes da Corte decidiram pela pena de disponibilidade com indicação de perda do cargo.
Embora o afastamento das atividades continue, a punição ainda não resulta na demissão imediata. A decisão final sobre a perda do cargo depende de trâmites adicionais, incluindo uma possível análise pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Até lá, o ministro passa a receber remuneração proporcional.
Acusações sob sigilo
As investigações contra o magistrado, que possui fortes ligações com o Vale do Itajaí, concentram-se em dois episódios distintos. Um dos casos envolve uma jovem de 18 anos, que relatou importunação sexual ocorrida em uma residência de praia em Balneário Camboriú. A segunda denúncia foi formalizada por uma ex-funcionária de seu gabinete.
A defesa de Marco Buzzi nega veementemente as acusações, argumentando que não houve responsabilidade do ministro e que os fatos narrados carecem de provas consistentes. O caso, que tramita sob sigilo para resguardar a identidade das denunciantes, é acompanhado também pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pela Polícia Federal, sob relatoria no STF.