Flávio Linhares reage contra aliança com o PT na Câmara

Flávio Linhares reage contra aliança com o PT na Câmara
Foto: Divulgação

Friday, 09 October 2026

Ex-líder do governo na Casa critica formação da Mesa Diretora que une liberais e petistas para o biênio 2027/2028 no Legislativo blumenauense.

A costura política para a eleição da próxima Mesa Diretora da Câmara Municipal de Blumenau gerou atritos e expôs divisões no diretório local do Partido Liberal. O vereador Flávio Linhares (PL), que exerceu o posto de líder do governo Egidio Ferrari (PL) no Legislativo, manifestou publicamente sua discordância em relação à chapa montada para comandar a Casa no período de 2027 a 2028.

A reação do parlamentar ocorreu após a formalização do apoio de nove vereadores ao nome de Alexandre Matias (PSDB) para a presidência do Legislativo blumenauense. O desenho da chapa conta com Cristiane Loureiro (Podemos) na vice-presidência, Jovino Cardoso (PL) como 1º secretário e Adriano Pereira (PT) na 2ª secretaria.

Em vídeo publicado em suas redes sociais, Linhares demonstrou contrariedade pela presença de parlamentares petistas no grupo que recebeu aval governista. Durante a declaração, o vereador enfatizou sua identidade com a sigla e questionou o alinhamento político na cidade:

"Eu vi uma notícia e não quero acreditar. O Alexandre Matias (PSDB) é o líder do governo Egidio Ferrari. Eu sou o PL em Blumenau. E nesta notícia, o candidato à Presidência, o prefeito, estava lá com nove vereadores, dois do PT. Dois do PT que estão disseminando fake news contra a minha candidata, que foi a mais votada da cidade, engolindo os candidatos do próprio prefeito. E eu não quero acreditar que tenha envolvimento dele nisso."

Bastidores e divergências partidárias

A contestação pública expõe o distanciamento de Flávio Linhares em relação ao núcleo gestor do município. O parlamentar entrou em rota de colisão com a administração municipal após adotar posicionamentos independentes no pleito eleitoral, apoiando candidaturas como as de Júlia Zanatta (PL) para a Câmara dos Deputados e de Guilherme Colombo (PL) para a Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). Diante desse cenário de divergência, Linhares não participou das articulações que definiram a formação do bloco governista para a Mesa Diretora.

Apesar das críticas direcionadas ao entendimento local, a convivência entre PL e PT em composições partidárias de mesas diretoras reflete uma prática recorrente na dinâmica parlamentar brasileira. Acordos semelhantes ocorrem em diferentes instâncias legislativas pelo país, incluindo o Senado Federal, a Câmara dos Deputados e a própria Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc).

Na Câmara de Blumenau, o avanço da proposta que reúne vereadores do PSDB, Podemos, PL e PT segue como ponto focal do debate político da cidade rumo ao próximo biênio legislativo.


>> SOBRE O AUTOR

Redação

>> COMPARTILHE