Polícia pede internação do sociopata que agrediu e matou o cão Orelha

Polícia pede internação do sociopata que agrediu e matou o cão Orelha
Foto: Ainda há uma grande dúvida de que a justiça será feita (divulgação)

Wednesday, 04 February 2026

Caso que gerou revolta tem novo desdobramento; Polícia Civil concluiu investigação sobre a morte cruel do animal que era comunitário.

A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu o inquérito sobre a morte brutal do cão comunitário Orelha, ocorrida na Praia Brava, e solicitou à Justiça a internação provisória de um adolescente. O caso, que gerou forte comoção e levou centenas de blumenauenses às ruas em protestos recentes na Praça Victor Konder, entra agora em uma fase decisiva no Judiciário.

Provas técnicas e tecnologia internacional

Para chegar ao principal suspeito, os investigadores analisaram mais de mil horas de filmagens de 14 câmeras de monitoramento. Além das imagens, a polícia utilizou um software francês de geolocalização que colocou o adolescente no local e horário exatos da agressão, ocorrida na madrugada do dia 4 de janeiro.

Peças de roupa fundamentais para a identificação, como um moletom e um boné rosa, foram localizadas. Segundo a polícia, houve tentativa de ocultar esses itens no retorno de uma viagem ao exterior, mas o material foi recuperado e periciado, servindo como prova técnica no inquérito.

Blumenau unida na causa animal

A repercussão em Blumenau reflete a força da causa animal na região. No último domingo, protetores e moradores se reuniram em frente à prefeitura para cobrar punições rigorosas. O pedido de internação, que no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) se equipara à prisão preventiva de um adulto, é visto como uma resposta à sociedade catarinense que clama por ética e respeito à vida animal.

Entenda o próximo passo jurídico

Com o inquérito finalizado pela Polícia Civil, o Ministério Público (MPSC) agora analisa os autos. O órgão pode seguir com a representação pela internação ou solicitar novas diligências. Vale lembrar que o caso corre em segredo de justiça devido à idade do envolvido, respeitando as diretrizes legais vigentes.

A defesa do adolescente contesta as evidências, classificando-as como frágeis, enquanto a comunidade de Blumenau e região segue monitorando cada passo, reforçando o papel da cidade como polo de vigilância e proteção aos direitos dos animais em Santa Catarina.


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Redação

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