Cão Orelha: polícia pede apreensão de passaporte de marginal envolvido

Saturday, 07 February 2026
Medida busca evitar que investigado pela morte do animal na Praia Brava deixe o país após retorno de viagem aos EUA.
O desdobramento das investigações sobre a morte do cão comunitário Orelha, que chocou Florianópolis e o estado no início do ano, ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira (6). A Polícia Civil de Santa Catarina solicitou formalmente à Justiça a apreensão do passaporte do adolescente suspeito de agredir o animal na Praia Brava. O pedido, que já conta com parecer favorável do Ministério Público (MPSC), visa garantir que o jovem permaneça no país durante o processo legal, especialmente após seu recente retorno de uma viagem aos Estados Unidos.
A movimentação das autoridades ocorre após a conclusão do inquérito, que apontou o adolescente como o principal responsável pelos maus-tratos que levaram o cão ao óbito no dia 5 de janeiro. Além da retenção do documento, a polícia também já havia representado pela internação provisória do menor. Segundo a investigação, imagens de câmeras de segurança e a análise de vestimentas foram cruciais para identificar o suspeito, que teria mentido em depoimentos anteriores sobre seu paradeiro na noite do crime.
A Polícia Federal também foi comunicada sobre a restrição de saída para reforçar o monitoramento nas fronteiras e aeroportos. Enquanto a defesa do adolescente contesta as provas, alegando falta de imagens diretas da agressão e sugerindo a hipótese de atropelamento, os laudos periciais da Polícia Científica confirmaram que Orelha sofreu um trauma craniano severo, compatível com uma pancada forte ou objeto rígido, descartando indícios típicos de acidentes de trânsito.
O caso segue sob forte vigilância social em Santa Catarina, mobilizando não apenas Blumenau e região, mas todo o estado em defesa dos direitos animais. O Ministério Público ainda solicitou diligências complementares para esclarecer a possível participação de outros jovens e investigar denúncias de coação contra testemunhas e funcionários de condomínios locais. Para emergências ou denúncias de maus-tratos, a população pode utilizar o canal 181 da Polícia Civil.