Motorista é agredida no Terminal da Fonte após advertência sobre bebida

Thursday, 12 February 2026
Ataque de passageiras contra funcionária da Blumob gera revolta e cobranças por segurança fixa nos terminais de Blumenau.
Uma noite de trabalho terminou em violência para uma motorista da Blumob no Terminal da Fonte, em Blumenau, nesta quarta-feira (11). A profissional foi agredida fisicamente por três passageiras logo após desembarcar do veículo. Segundo o boletim de ocorrência, a motivação do ataque teria sido uma advertência feita pela motorista, que solicitou que o grupo parasse de consumir bebidas alcoólicas dentro do ônibus durante a viagem.
O episódio, registrado em vídeo por pessoas que aguardavam o transporte, mostra o momento em que a trabalhadora é cercada e atingida por socos e empurrões. A agressão só foi interrompida quando populares intervieram para conter as agressoras. A vítima sofreu escoriações leves e relatou dores no rosto e braços, passando posteriormente por exame de corpo de delito.
Reação do Sindetranscol e cobrança por vigilância
O Sindetranscol (Sindicato dos Empregados nas Empresas de Transporte de Passageiros) emitiu uma nota oficial de repúdio, classificando o ato como "covarde". A entidade criticou duramente a atual estrutura de segurança nos terminais de Blumenau, que hoje depende de um convênio para rondas da Polícia Militar.
Para o sindicato, as rondas esporádicas são insuficientes para garantir a integridade de quem atua na linha de frente. A categoria exige a presença fixa de vigilantes nos terminais, reforçando que a segurança não pode ser vista como um "custo descartável". O sindicato confirmou que está oferecendo suporte jurídico e emocional à funcionária agredida.
Providências da prefeitura e investigação
A Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) informou que já está ciente do ocorrido e tomando as medidas cabíveis. As imagens das câmeras de monitoramento da Blumob foram solicitadas e serão encaminhadas à Polícia Militar e à Polícia Civil para auxiliar na investigação e identificação formal das envolvidas.
Até o momento, a segurança nos terminais segue o modelo de patrulhamento preventivo, mas o caso reacende o debate sobre a vulnerabilidade dos trabalhadores do transporte coletivo na região.