Justiça autoriza exumação do corpo do cão Orelha para nova perícia técnica

Justiça autoriza exumação do corpo do cão Orelha para nova perícia técnica
Foto: A internação do criminoso ainda está sob análise (divulgação)

Friday, 13 February 2026

Ministério Público de SC aponta necessidade de esclarecer divergências em inquérito que investiga agressões contra animal comunitário.

O desenrolar do "Caso Orelha", que gerou uma onda de indignação em todo o estado, ganhou um novo e decisivo capítulo nesta quinta-feira (12). A Justiça catarinense autorizou a exumação do corpo do cachorro comunitário, morto em janeiro após ser brutalmente agredido na Praia Brava. A medida, solicitada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), visa realizar uma perícia direta para sanar lacunas e contradições encontradas nos laudos e depoimentos iniciais.

Para a comunidade de Blumenau, onde a causa animal possui forte representatividade e histórico de mobilização, a decisão é vista como um passo fundamental para garantir o rigor técnico na apuração. O objetivo é detalhar a natureza das lesões e fraturas, confirmando se os traumas condizem com os relatos de testemunhas ou com as versões apresentadas pelos investigados.

Divergências e novas linhas de investigação

A necessidade da exumação surgiu após o MPSC identificar "pontos que precisam de esclarecimentos específicos". Até o momento, um adolescente foi apontado pela Polícia Civil como o responsável pelas agressões que levaram o animal a óbito. No entanto, o órgão ministerial solicitou mais 35 novas provas, incluindo a análise de vídeos e a reinquirição de médicos veterinários que atenderam Orelha.

Além da agressão ao cão, o processo investiga adultos por suspeita de coação de testemunhas e ameaças, o que amplia a complexidade do caso. "O foco agora é garantir que nenhuma dúvida técnica permaneça, assegurando uma denúncia robusta baseada em evidências científicas", reforçam as promotorias envolvidas.

Repercussão no Vale do Itajaí

O caso tem sido acompanhado de perto por entidades protetoras de Blumenau e região, que veem na investigação um precedente importante para o combate aos maus-tratos em Santa Catarina. A morte de "Pretinha", cadela que vivia com Orelha e faleceu cerca de um mês depois, também sensibilizou moradores do Vale, reforçando o debate sobre a proteção de animais comunitários.

A Polícia Científica deve realizar o procedimento nos próximos dias, embora o prazo para o laudo final possa ser estendido devido à complexidade técnica e ao sigilo que envolve o processo, dado o envolvimento de menores de idade.


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Redação

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