PF investiga vazamento de dados do STF em operação contra servidores

PF investiga vazamento de dados do STF em operação contra servidores
Foto: Os quatro alvos da operação tiveram os celulares apreendidos (reprodução)

Wednesday, 18 February 2026

Ação autorizada por Alexandre de Moraes mira acessos ilícitos aos sistemas da Receita Federal e atinge funcionários de três estados.

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (17), uma operação para investigar o vazamento de dados sigilosos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de seus familiares. A ofensiva, que ocorre no âmbito do inquérito das fake news, mira servidores da Receita Federal e do Serpro suspeitos de acessos indevidos a informações fiscais sem qualquer justificativa funcional. Embora a ação não tenha ocorrido diretamente em Blumenau, o monitoramento de crimes federais e a integridade de órgãos públicos são temas que impactam diretamente a segurança institucional e o interesse dos contribuintes catarinenses.

Detalhes da operação e medidas cautelares

Ao todo, a PF cumpriu quatro mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. A investigação aponta que houve uma "quebra sistemática" de sigilo, com múltiplos acessos aos sistemas internos da Receita Federal.

Entre os alvos estão um auditor da Receita Federal, dois técnicos do Seguro Social e um funcionário do Serpro. Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, os investigados sofreram medidas cautelares rigorosas:

  • Afastamento imediato das funções públicas;

  • Uso de tornozeleira eletrônica;

  • Proibição de deixar o país e cancelamento de passaportes;

  • Proibição de acesso aos sistemas da Receita e do Serpro.

Origem da investigação

O caso ganhou força após auditorias internas da própria Receita Federal detectarem acessos atípicos. O relatório enviado ao STF descreve a existência de um "bloco de acessos" que não possuía relação com as atividades de trabalho dos servidores. Além de ministros da Corte, o Procurador-Geral da República (PGR), Paulo Gonet, e familiares de magistrados também teriam tido seus dados consultados ilegalmente.

A suspeita é que essas informações tenham sido vazadas posteriormente para alimentar narrativas ou tentativas de pressão contra as autoridades. Em nota, a Receita Federal afirmou que não tolera desvios de conduta e que já concluiu sete processos disciplinares desde o ano passado, resultando em três demissões.

Impacto e transparência

Para o cidadão de Blumenau e região, que preza pela correta gestão do Fisco e pela proteção de dados pessoais (LGPD), o caso acende um alerta sobre a segurança dos sistemas federais. O inquérito segue em sigilo para identificar se houve motivação política ou financeira por trás das invasões cibernéticas.

A Polícia Federal segue analisando o material apreendido, como computadores e celulares, para descobrir o destino final das informações vazadas e se há outros envolvidos na rede de acesso ilegal.


>> SOBRE O AUTOR

Redação

>> COMPARTILHE