Mortes na BR-470 disparam em 2026 e ligam alerta em Blumenau

Friday, 20 February 2026
Índice de acidentes fatais na rodovia federal é 80% maior que no ano passado; PRF aponta principais causas e reforça fiscalização no Vale.
O cenário de violência no trânsito da BR-470, principal artéria econômica do Vale do Itajaí, atingiu um patamar crítico nos primeiros meses de 2026. Dados oficiais revelam um crescimento assustador de 80% no número de mortes em comparação ao mesmo período do ano anterior, transformando a rodovia em foco de preocupação extrema para motoristas de Blumenau, Indaial e Gaspar que dependem do trecho diariamente.
O salto nas estatísticas interrompe uma sequência de estabilidade e coloca em xeque a segurança nos pontos onde as obras de duplicação ainda avançam lentamente. De acordo com o levantamento, a combinação de imprudência e infraestrutura incompleta tem sido fatal para dezenas de famílias catarinenses neste início de ano.
Radiografia do perigo: onde e por que os acidentes ocorrem
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) identifica que a maioria das colisões fatais ocorre em situações de ultrapassagens indevidas e excesso de velocidade. No trecho que corta o Vale do Itajaí, o "afunilamento" entre áreas já duplicadas e pistas simples cria pontos de conflito onde o erro humano não encontra margem para correção.
Moradores de Blumenau que utilizam a via para acessar o Litoral ou o Alto Vale relatam que a sensação de insegurança aumentou. "O fluxo de caminhões está mais pesado e a paciência dos motoristas de veículos leves parece menor, o que gera manobras arriscadas", aponta o histórico de ocorrências recentes na região da Mafisa e arredores.
Autoridade e cobrança por soluções no Vale do Itajaí
A explosão nos índices de letalidade da "rodovia da morte" reacende o debate político e social em Blumenau sobre a urgência da conclusão total das obras. Entidades de classe e lideranças locais pressionam por um cronograma mais rígido de sinalização e policiamento ostensivo.
Para quem transita pela região, a recomendação das autoridades é de atenção redobrada, especialmente nos horários de pico e sob condições climáticas adversas, comuns no verão catarinense. A PRF deve intensificar o uso de radares móveis e bafômetros para tentar frear a curva ascendente de tragédias que marca este primeiro trimestre de 2026.