Judiciário praticamente legaliza a pedofilia

Judiciário praticamente legaliza a pedofilia
Foto: Fachada do STJ (divulgação)

Saturday, 21 February 2026

Discussão sobre caso de criança de 12 anos e homem de 35 levanta indignação nacional e gera críticas severas à interpretação das leis no país.

O cenário jurídico brasileiro foi sacudido recentemente por um debate no Superior Tribunal de Justiça (STJ) que beira o inacreditável. Em pauta, a discussão sobre a validade de um suposto "relacionamento" entre um homem de 35 anos, atualmente preso por tráfico, e uma menina que tinha apenas 11 anos quando o envolvimento começou. O caso, que chegou às instâncias superiores, reacende uma crítica contundente sobre como o Judiciário tem lidado com casos de pedofilia, muitas vezes ignorando a gravidade do crime em prol de subjetividades perigosas.

O caso que chocou o país e ecoa em Blumenau

As informações são estarrecedoras: o homem de 35 anos mantinha relações com a criança e, em contrapartida, fornecia cestas básicas para a família da vítima. O que deveria ser tratado como um crime flagrante de exploração e pedofilia acabou sendo alvo de uma interpretação que sugere "excepcionalidade". A justificativa apresentada em trechos da sessão foi a de que a criança alegou se ver como "esposa" do agressor e pretendia continuar o "casamento".

Em Blumenau e em todo o Vale do Itajaí, onde os valores de proteção à família e à infância são pilares da comunidade, tal debate soa como um escárnio. Como pode o Estado, que deveria ser o garantidor da integridade física e psíquica dos menores, cogitar a aceitação velada de um abuso sob o pretexto de "constituição de família"?

A divergência que salvou a honra da sessão

Nem tudo foi passividade no tribunal. O ministro Rogério Schietti Cruz manifestou uma revolta necessária, lavando a alma de milhões de brasileiros indignados com a leniência das cortes. Em seu voto divergente, Schietti criticou a tendência de se aceitar namoros precoces como justificativa para afastar a punição. Ele destacou que o Judiciário está "praticamente aceitando em todas as situações" relacionamentos que a lei define claramente como crime, independentemente de qualquer suposto consentimento da vítima.

Uma crítica necessária ao Judiciário

A realidade é que o Judiciário brasileiro parece, por vezes, viver em uma bolha de abstrações que ignora a brutalidade do mundo real. Ao permitir que um caso explícito de pedofilia chegue a esse nível de discussão sem uma punição imediata e severa, a Justiça falha gravemente com a sociedade. É um sistema que se perde em tecnicismos enquanto crianças são "alugadas" por cestas básicas.

A proteção da infância é um dever constitucional inalienável. Quando magistrados relativizam crimes contra vulneráveis, eles não apenas falham em aplicar a lei, mas dão um sinal verde para agressores e famílias omissas. O Brasil não pode permitir que interpretações jurídicas "criativas" funcionem como um salvo-conduto para predadores.

Impacto e reflexão local

Para nós, de Blumenau e região, que acompanhamos diariamente o esforço das nossas redes de proteção, conselhos tutelares e polícias, ver o STJ titubear diante de um crime tão nítido é um balde de água gelada. A autoridade das instituições depende da sua capacidade de proteger os mais fracos. Se a Justiça não consegue enxergar a pedofilia por trás de um "relacionamento excepcional", ela perde sua razão de ser e sua conexão com a moralidade pública.


>> SOBRE O AUTOR

Redação

>> COMPARTILHE