Criminosos usam WhatsApp com o nome do Gov.br para dar golpe

Sunday, 22 February 2026
Criminosos enviam mensagens falsas sobre dívida ativa e ameaçam bloqueio de contas bancárias na região.
Moradores de Blumenau e do Vale do Itajaí devem redobrar a atenção ao receberem mensagens suspeitas no WhatsApp. Uma nova modalidade de fraude está utilizando indevidamente o nome do portal oficial do Governo Federal, o Gov.br, para aplicar golpes. Os criminosos enviam notificações falsas alegando a existência de pendências na "Dívida Ativa" vinculadas ao CPF da vítima, gerando pânico para facilitar a extorsão.
Para dar veracidade à abordagem, os golpistas utilizam a identidade visual oficial e mencionam programas reais, como o "Regularize". A mensagem geralmente vem acompanhada de uma ameaça urgente: o suposto bloqueio imediato de contas bancárias caso o valor não seja pago por meio de um link enviado na conversa.
Como identificar a fraude e se proteger
A principal característica do golpe é o uso de links com finais ".com" ou ".com.br". É fundamental que o cidadão lembre que sites oficiais do Governo Federal sempre terminam em .gov.br. Além disso, as comunicações partem de números de celular comuns, sem o selo de verificação de conta oficial.
Especialistas em segurança digital recomendam que, ao receber este tipo de mensagem, o usuário jamais clique em links ou forneça dados pessoais. Em Blumenau, a orientação para quem possui dúvidas sobre sua situação fiscal é buscar canais oficiais, como o aplicativo MEI, a Carteira de Trabalho Digital ou o próprio portal gov.br/regularize.
Dicas de segurança para o consumidor local:
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Desconfie de urgência: Termos como "bloqueio imediato" são gatilhos para impedir que a vítima raciocine.
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Consulte fontes oficiais: Na dúvida, acesse o site da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional por conta própria, nunca pelo link do WhatsApp.
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Bloqueie o contato: Ao identificar a tentativa de fraude, bloqueie o número e denuncie a conta no próprio aplicativo.
A disseminação desse alerta é essencial em Blumenau, especialmente para proteger idosos e pessoas com menos familiaridade com ferramentas digitais, que costumam ser o alvo preferencial dessas organizações criminosas.