Assassino de freira de 82 anos havia saído da prisão há dois meses

Saturday, 28 February 2026
Crime brutal contra a Irmã Nadia Gavanski em Ivaí choca comunidades religiosas de Santa Catarina; animal que cometei o crime alegou "ouvir vozes" e foi filmado por testemunha.
A comunidade católica de Blumenau e região, conhecida por sua forte conexão com congregações religiosas, acompanha com consternação os detalhes do assassinato da Irmã Nadia Gavanski, de 82 anos. O crime ocorreu no pátio do convento Irmãs Servas de Maria Imaculada, em Ivaí (PR). Segundo a Polícia Civil, o suspeito do ataque é um homem com extensa ficha criminal que havia recebido liberdade provisória apenas dois meses antes da tragédia.
O inquérito, concluído nesta sexta-feira (27), revelou detalhes cruéis: além de asfixia, a perícia confirmou que a religiosa foi vítima de violência sexual. O caso acende um alerta sobre a segurança em instituições confessionais e a reincidência criminal no Sul do país.
O momento do ataque e a farsa do suspeito
No sábado (21), por volta das 13h30, a Irmã Nadia seguia sua rotina de alimentar as galinhas quando foi abordada pelo invasor, que pulou o muro da propriedade. Ao ser questionado, o homem mentiu dizendo que trabalhava no local.
Diante da desconfiança da idosa, ele a atacou. Em depoimento, o investigado confessou ter asfixiado a vítima para silenciar seus gritos. Ele alegou estar sob efeito de drogas e álcool, afirmando ter "ouvido vozes" que ordenavam o assassinato, versão que a polícia utiliza para entender a motivação, embora a perícia tenha focado na gravidade das lesões sexuais constatadas.
Testemunha em evento foi decisiva para a prisão
A identificação do criminoso contou com um ato de perspicácia de uma fotógrafa que trabalhava em um evento no convento. Ao ser abordada pelo homem — que estava com roupas sujas de sangue e arranhões no pescoço — ela estranhou a presença de um desconhecido.
-
Ação rápida: A fotógrafa filmou o suspeito discretamente enquanto ele tentava sustentar a mentira de que era funcionário.
-
Identificação: As imagens foram fundamentais para que a Polícia Civil localizasse o homem em sua residência, onde ele ainda tentou agredir os agentes antes de ser contido.
Quem era a Irmã Nadia Gavanski
Com 55 anos de vida religiosa, a Irmã Nadia era descrita por suas companheiras de congregação como uma mulher humilde e profundamente devota. Mesmo após enfrentar as sequelas de um AVC que dificultou sua fala, ela permanecia ativa e dedicada às tarefas simples do cotidiano no convento.
A notícia de sua morte gera uma onda de luto em dioceses de todo o Sul, incluindo o Vale do Itajaí, onde a segurança de irmãs idosas e casas de retiro passou a ser discutida com maior rigor pelas autoridades e lideranças locais após o episódio.
Histórico criminal gera indignação
O suspeito, cujo nome não foi revelado, possui passagens por roubo, furto e violência doméstica desde 2024. Sua soltura mais recente ocorreu em 30 de dezembro de 2025, após apenas dois dias de detenção por furto qualificado. O caso agora segue para o Ministério Público (MP-PR), que deve oferecer a denúncia por homicídio qualificado e estupro.