Alunos do Colégio Sagrada Família são acusados de gerar nudes por IA

Wednesday, 25 March 2026
Caso em Blumenau envolve estudantes do 3º ano do ensino médio e já está sob investigação da Polícia Civil; pais de vítimas pedem medidas rigorosas.
A comunidade escolar de Blumenau foi surpreendida nesta terça-feira (24) por uma denúncia grave envolvendo o uso indevido de tecnologia. Alunos do Colégio Sagrada Família, uma das instituições mais tradicionais da cidade, são acusados de utilizar ferramentas de inteligência artificial (IA) para criar e compartilhar "nudes" falsos de pelo menos cinco colegas de classe. O caso, que gera alerta sobre segurança digital nas escolas da região, já mobiliza autoridades e famílias.
Detalhes da denúncia e investigação em Blumenau
O episódio veio à tona após o registro de boletins de ocorrência por pais de alunas do 3º ano do ensino médio. Segundo relatos colhidos junto à Polícia Civil, um adolescente teria solicitado a outro a criação das imagens manipuladas, que simulavam fotos das vítimas sem roupas.
As montagens digitais teriam sido compartilhadas inicialmente em um grupo restrito de mensagens e, posteriormente, disseminadas entre outros estudantes da instituição. O pai de uma das vítimas relatou ter sido informado pela própria filha sobre a circulação das imagens, o que o levou a procurar a direção do colégio imediatamente.
A posição do Colégio Sagrada Família
Em nota e contatos diretos com a imprensa, a coordenação do Colégio Sagrada Família afirmou que o caso é tratado sob sigilo e ética, priorizando o atendimento individualizado às famílias afetadas. A instituição confirmou que um comunicado oficial será enviado aos responsáveis detalhando as ações disciplinares.
Até o momento, a punição mencionada informalmente de dois dias de suspensão foi criticada por pais, que defendem a expulsão dos envolvidos como medida educativa e de segurança.
Consequências legais para os envolvidos
A Polícia Civil de Blumenau, por meio da Delegacia de Proteção à Mulher, à Criança e ao Adolescente, instaurou um procedimento baseado no Artigo 241-C do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A legislação brasileira é clara:
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Crime: Simular cenas de sexo explícito ou pornografia envolvendo menores por meio de montagem ou adulteração de fotos e vídeos.
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Pena: Reclusão de um a três anos, além de multa.
O aparelho celular de um dos acusados foi retido para perícia técnica. O inquérito tem prazo de 30 dias para ser concluído e será encaminhado ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).