Luciano Hang cobra R$ 13 milhões do Facebook por anúncios falsos

Luciano Hang cobra R$ 13 milhões do Facebook por anúncios falsos
Foto: Empresário Luciano Hang (divulgação)

Wednesday, 25 March 2026

Multa por descumprimento judicial ultrapassa R$ 13 milhões; empresa de Blumenau relata prejuízos a consumidores enganados por fraudes.

A Havan e o empresário Luciano Hang intensificaram a batalha jurídica contra o Facebook para interromper a veiculação de anúncios falsos que utilizam indevidamente a imagem da marca e de seu proprietário. A gigante do varejo, com sede em Brusque e forte presença no cotidiano de Blumenau, alega que já foram registrados mais de 600 descumprimentos de decisões judiciais anteriores, resultando em uma multa acumulada que supera os R$ 13 milhões.

O lide desta disputa ganha contornos dramáticos com o relato de tentativas de estelionato. Em um caso recente, um idoso quase perdeu R$ 6 mil após acreditar em uma propaganda enganosa que prometia dobrar o valor investido. O golpe só não foi concretizado porque a vítima, desconfiada ao tentar finalizar a transação online, buscou atendimento presencial em uma das lojas da rede, onde foi alertada sobre a fraude.

Luciano Hang classificou a situação como um "verdadeiro desrespeito" às leis brasileiras. Segundo o empresário, a manutenção desses anúncios no ar prejudica milhares de pessoas e sinaliza que o lucro das plataformas pode acabar compensando o desrespeito à Justiça. "Não é só sobre a Havan. É sobre respeitar o Brasil e o consumidor", afirmou Hang, destacando que a falta de filtros eficazes nas redes sociais facilita a ação de criminosos.

Para os moradores de Blumenau, onde a Havan possui unidades icônicas como o Castelinho na Rua XV de Novembro, o alerta é redobrado. A empresa reforça que não realiza promoções desse gênero e orienta os clientes a buscarem apenas os canais oficiais para verificar ofertas. A ação judicial busca não apenas a punição financeira da plataforma, mas uma solução definitiva para que o algoritmo impeça a propagação de conteúdos fraudulentos que lesam a boa-fé do público catarinense.


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Redação

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