Polícia apreende celulares de adolescentes por imagens íntimas falsas

Friday, 10 April 2026
Investigação aponta uso de inteligência artificial para criar 'nudes' de estudantes; aparelhos passarão por perícia para identificar autores e vítimas.
A Polícia Civil de Blumenau cumpriu mandados de busca e apreensão contra adolescentes investigados pela criação e compartilhamento de imagens íntimas falsas de estudantes da cidade. A operação, conduzida pela Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI), resultou no recolhimento de aparelhos celulares que serão fundamentais para a continuidade do inquérito policial e identificação de todos os envolvidos no caso de "deepfake".
O lide deste caso toca em um ponto sensível para as famílias blumenauenses: o uso criminoso de tecnologias de inteligência artificial dentro do ambiente escolar. Segundo as investigações, os jovens utilizavam ferramentas digitais para manipular fotos reais e criar montagens de nudez extremamente realistas, expondo colegas ao constrangimento e ao crime cibernético.
Investigação e perícia em Blumenau
Os mandados foram autorizados pelo Poder Judiciário após denúncias que mobilizaram as autoridades locais. Com a apreensão dos smartphones, a Polícia Civil busca rastrear a origem das montagens e verificar a extensão do compartilhamento das imagens em grupos de mensagens.
A DPCAMI de Blumenau reforça que, embora os investigados sejam menores de idade, as condutas podem ser enquadradas como atos infracionais análogos a crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A perícia técnica nos dispositivos deve confirmar se os arquivos foram criados pelos próprios adolescentes ou se houve a participação de terceiros.
Consequências e alerta aos pais
Este episódio serve como um alerta para a comunidade escolar e pais de Blumenau sobre a vigilância no uso de dispositivos móveis. A delegacia especializada destaca que a criação de imagens íntimas falsas, mesmo por meio de IA, gera danos psicológicos profundos às vítimas e consequências jurídicas severas para os responsáveis.
A identidade dos adolescentes e das instituições de ensino envolvidas permanece preservada, conforme determina a legislação brasileira, para garantir a proteção dos direitos dos menores envolvidos no processo.