Gaeco investiga suspeita de corrupção no hospital de Gaspar

Gaeco investiga suspeita de corrupção no hospital de Gaspar
Foto: Agentes do Gaeco em ação (divulgação)

Tuesday, 28 April 2026

Operação apura propina em contratos da unidade; Justiça de Blumenau autorizou as buscas.

Uma força-tarefa do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) deflagrou, nesta terça-feira (28), uma operação para desmantelar um suposto esquema de corrupção no hospital de Gaspar. A investigação mira irregularidades em contratos e o pagamento de propina a agentes vinculados à unidade. Com mandados expedidos pela Vara Regional de Garantias da Comarca de Blumenau, a ação busca provas de crimes que afetam diretamente o atendimento regional de saúde no Vale do Itajaí.

Desde as primeiras horas da manhã, agentes do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) cumprem ordens judiciais em endereços ligados aos investigados. O foco central é a coleta de provas sobre o direcionamento de contratos públicos em troca de vantagens financeiras indevidas. Documentos, computadores e dispositivos móveis foram apreendidos para detalhar o fluxo das movimentações suspeitas.

Justiça de Blumenau determina buscas e apreensões

A relevância do caso para a região é reforçada pela atuação da Vara Regional de Garantias de Blumenau, responsável pela expedição dos nove mandados de busca. Os investigadores apuram se o pagamento de "propinas" servia como condição para a manutenção de contratos de prestação de serviços dentro do hospital. Além disso, há suspeitas de ocultação de patrimônio, com a aquisição de bens de alto valor em nome de terceiros para ocultar a origem ilícita dos recursos.

Um dado alarmante motivou o início das apurações: a investigação aponta que, apesar do aumento significativo nos gastos da unidade, o atendimento prestado à população via SUS não apresentou a melhora correspondente, sugerindo um desvio de finalidade das verbas públicas.

Investigação foca em contratos e gestão de recursos

O esquema investigado pelo Gaeco envolveria o favorecimento de empresas específicas na administração hospitalar. O MPSC destaca que tais práticas comprometem a lisura da gestão pública e drenam recursos que deveriam ser aplicados na ponta, beneficiando pacientes de Gaspar e cidades vizinhas, como Blumenau. A operação busca identificar todos os beneficiários reais dos valores desviados.

Contraponto: o que diz a prefeitura de Gaspar

Em nota oficial, a Prefeitura de Gaspar esclareceu que os fatos investigados pelo Gaeco referem-se a atos de uma gestão anterior do hospital. O governo municipal ressaltou que, desde o último ano, implementou novas medidas de governança e transparência para fortalecer a gestão da unidade e garantir a correta aplicação dos recursos. A administração reiterou que está colaborando integralmente com as autoridades para que o caso seja elucidado com rapidez.


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Redação

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