Farmácia em Gaspar vende remédio ilegal e paciente vai parar na UTI

Farmácia em Gaspar vende remédio ilegal e paciente vai parar na UTI
Foto: Fachada de delegacia em Gaspar (divulgação)

Tuesday, 05 May 2026

Investigação da Polícia Civil em Gaspar desarticula venda de anabolizantes e remédios para emagrecer proibidos após paciente ser internado às pressas.

Um morador de 58 anos quase perdeu a vida após seguir a indicação de um atendente de farmácia em Gaspar, no Vale do Itajaí. O caso, que veio à tona após a internação emergencial da vítima, revelou um esquema de venda de medicamentos ilegais e sem registro na Anvisa que operava na região.

O paciente relatou que procurou o estabelecimento para apresentar resultados de exames de sangue. Na ocasião, o atendente teria sugerido um produto que, na verdade, era um anabolizante proibido. Sem saber do risco, o homem recebeu três doses da medicação antes de começar a passar mal e precisar de socorro médico imediato. Foi o médico da unidade de saúde quem identificou a origem do problema ao analisar a substância aplicada.

Operação policial e apreensões

Após a denúncia, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão. Na farmácia, os agentes encontraram diversos medicamentos escondidos em caixas no depósito, armazenados sem controle térmico e de forma irregular. Entre os itens estavam anabolizantes e substâncias para emagrecer sem autorização de uso no Brasil.

Na residência do proprietário da farmácia, foram localizados remédios de uso controlado, como clonazepam e sibutramina, que seriam comercializados sem a devida prescrição médica.

Fornecedor identificado e prisões

A continuidade das investigações levou a polícia até o fornecedor do esquema nesta segunda-feira (4). Com ele, foram apreendidas caixas de tirzepatida, seringas, agulhas, além de materiais para transporte térmico e um caderno com a contabilidade do grupo.

Até o momento, três pessoas foram presas. Segundo o delegado Filipe Martins, a gravidade do caso é extrema, dado o risco de morte enfrentado pela vítima. Os envolvidos podem responder por crimes com penas que variam de 10 a 15 anos de prisão, embora tenham sido liberados em audiência de custódia para responder ao processo em liberdade.


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Redação

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