Polícia incinera meia tonelada de fitoterápicos apreendidos no Vale

Friday, 22 May 2026
Operação destrói cerca de 500 quilos de produtos sem registro sanitário que eram comercializados ilegalmente no interior de Laurentino.
A Polícia Civil de Santa Catarina realizou a incineração de cerca de 500 quilos de produtos fitoterápicos no Vale do Itajaí. O material havia sido apreendido em uma localidade no interior de Laurentino durante uma força-tarefa contra o comércio ilegal de remédios naturais capitaneada por um falso curandeiro na região. A destruição total das substâncias ocorreu após uma determinação judicial expressa da comarca de Rio do Oeste.
Origem da apreensão no Alto Vale
Os produtos fitoterápicos destruídos foram localizados originalmente no dia 31 de maio de 2023. Na época, os policiais civis deflagraram uma ação conjunta com o apoio das equipes de Vigilância Sanitária municipal e regional para fiscalizar a comercialização inadequada de produtos que prometiam fins terapêuticos sem qualquer aval dos órgãos oficiais.
As investigações apontaram que os insumos eram produzidos e distribuídos sem as devidas regularizações sanitárias exigidas por lei, colocando em risco direto a saúde das pessoas que buscavam tratamentos alternativos na região de Blumenau e arredores.
Condenação e destruição do material
O responsável pela distribuição dos fitoterápicos ilegais foi formalmente julgado e condenado pelo crime. A Justiça determinou uma pena fixada em sete anos de reclusão, cujo cumprimento inicial deve ocorrer em regime semiaberto.
Com a sentença expedida e transitada em julgado para este fim, a comarca de Rio do Oeste determinou o descarte definitivo do lote ilegal. Para viabilizar a incineração da meia tonelada de produtos, os policiais utilizaram uma caçamba para realizar o transporte seguro de toda a carga até as instalações de uma empresa privada do município.
Todo o lote foi integralmente destruído na fornalha da caldeira da companhia. O procedimento padrão de descarte foi acompanhado de perto e validado pelo delegado de polícia responsável, agentes policiais da comarca e por fiscais técnicos representantes da Vigilância Sanitária, garantindo a total eliminação do material irregular.