Operação Arbóreo descobre esquema milionário na merenda

Operação Arbóreo descobre esquema milionário na merenda
Foto: Pratos de comida sobre uma mesa (divulgação)

Tuesday, 26 May 2026

Investigação do Gaeco aponta que licitação foi direcionada e que servidores públicos recebiam repasses em dinheiro.

Uma investigação minuciosa conduzida pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da 14ª Promotoria de Justiça de Blumenau, revelou um esquema de corrupção na contratação da merenda escolar da rede pública de ensino de Blumenau. Denominada Operação Arbóreo, a apuração aponta que o processo licitatório foi intencionalmente direcionado para beneficiar uma empresa específica, que em troca pagava milhões de reais em propinas a servidores da prefeitura.

Segundo os dados levantados pelo órgão apurador, as evidências apontam para o pagamento de R$ 2,3 milhões em vantagens indevidas à época dos fatos, montante que o Ministério Público estima poder alcançar a cifra de R$ 3,2 milhões em desvios entre os anos de 2021 e 2024. Nesse mesmo intervalo de tempo, o volume total de repasses financeiros da prefeitura para a empresa fornecedora de alimentos somou aproximadamente R$ 120 milhões. De acordo com a linha investigativa, a taxa de propina era estipulada em 3% sobre os valores dos contratos vigentes.

Os promotores de Justiça e investigadores documentaram que os operadores do esquema buscavam manter a máxima discrição. A distribuição e o repasse físico do dinheiro em espécie ocorriam rotineiramente em locais de grande circulação ou de acesso público na própria cidade, como no estacionamento da Prefeitura de Blumenau e em supermercados locais. Com as manobras jurídicas e o acesso prévio a dados sigilosos da concorrência pública, a empresa vencedora garantiu o domínio do fornecimento do serviço no município.

Para resguardar o patrimônio público e possibilitar o ressarcimento integral aos cofres municipais em caso de condenação, o Poder Judiciário acatou os pedidos da promotoria e determinou o bloqueio de bens dos envolvidos. O caso, que apura práticas criminosas de corrupção ativa, corrupção passiva, fraude à licitação e organização criminosa, segue tramitando sob sigilo judicial enquanto as autoridades concluem a análise dos materiais recolhidos nas buscas.

A prefeitura declarou publicamente que a administração atual está cooperando de forma transparente e integral com os órgãos de controle, colocando-se à disposição das autoridades judiciais para o fornecimento de documentos e o esclarecimento dos contratos firmados no


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Redação

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