Gaeco prende sete empresários e bloqueia R$ 66 milhões

Monday, 08 June 2026
Operação DNA do Crime investiga grupo familiar por lavagem de dinheiro, corrupção e fraudes em licitações na região.
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) deflagrou uma importante ação na manhã desta terça-feira. Batizada de Operação DNA do Crime, a iniciativa é um desdobramento direto da conhecida Operação Mensageiro e tem como foco principal a recuperação de patrimônio público na região de Blumenau.
Detalhes das prisões e apreensões na região
A mobilização policial resultou no cumprimento de sete mandados de prisão e 15 de busca e apreensão. Os alvos foram empresas e residências localizadas nas cidades de Blumenau, Gaspar e também em Curitiba.
Além das detenções, as ordens judiciais determinaram um impacto financeiro expressivo sobre o grupo investigado:
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Bloqueio de aproximadamente R$ 66 milhões em contas e ativos financeiros.
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Apreensão de 95 veículos.
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Bloqueio de 19 imóveis.
De acordo com as autoridades locais, todo esse patrimônio é proveniente de práticas de lavagem de dinheiro atreladas a crimes de corrupção e fraudes em licitações públicas.
Como funcionava o esquema do grupo familiar
As investigações do Ministério Público apontam que o esquema era estruturado essencialmente por membros de uma única família — fator que deu origem ao nome "DNA do Crime". A articulação e o planejamento de toda a lavagem de ativos eram feitos pela líder do esquema, que contava com a participação direta de suas irmãs, filhos, cunhados e noras.
Para dar uma aparência de legalidade aos recursos obtidos de forma ilícita, a organização utilizava duas táticas principais:
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Contratos e empréstimos fictícios: Realizados de forma simulada entre as próprias empresas e pessoas físicas que integravam o clã familiar.
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Uso de "laranjas": Utilização de terceiros para a abertura e criação de novas empresas de fachada.
Ao todo, a Operação DNA do Crime empenhou 47 agentes, reunindo integrantes do MPSC e policiais do Gaeco. Por determinação legal, os desdobramentos e detalhes do caso seguem tramitando sob sigilo de Justiça.