Novo golpe do Pix altera QR Code em e-commerce

Novo golpe do Pix altera QR Code em e-commerce
Foto: Divulgação

Wednesday, 16 September 2026

Especialistas em segurança identificam falha em dezenas de lojas virtuais; confira o que conferir no comprovante para não perder dinheiro.

Moradores de Blumenau e região que costumam realizar compras pela internet devem acender o sinal de alerta ao efetuar pagamentos via Pix. Um novo golpe digital, identificado por especialistas em segurança cibernética, utiliza códigos maliciosos incorporados em sites de e-commerce para alterar o QR Code no momento da finalização do pedido. Com a fraude, a vítima escaneia a imagem acreditando estar pagando à loja, mas o valor é direcionado diretamente para a conta bancária de criminosos.

Até o momento, levantamentos de segurança privada apontam que ao menos 90 lojas virtuais de pequeno e médio porte no Brasil já foram infectadas com o código malicioso. A vulnerabilidade atinge principalmente estabelecimentos digitais que utilizam plataformas de comércio eletrônico de código aberto (open source). Esse tipo de sistema fica exposto a invasões quando os gerenciadores do site deixam de aplicar com frequência as atualizações de segurança e correções de sistema disponibilizadas pelos desenvolvedores.

Como funciona o esquema e como se proteger

O mecanismo da fraude ocorre de forma silenciosa na tela do checkout. Quando o cliente escolhe pagar via Pix, a aplicação maliciosa oculta o QR Code legítimo do comerciante e gera um novo código instantâneo vinculado à conta dos estelionatários. Como a interface do e-commerce aparenta normalidade, a alteração costuma passar despercebida no momento da varredura pelo aplicativo do banco.

Para evitar prejuízos financeiros em transações cotidianas, tanto consumidores quanto lojistas locais devem adotar medidas imediatas de prevenção:

  • Para os consumidores: Antes de digitar a senha e concluir a transferência no aplicativo bancário, verifique rigorosamente a tela de confirmação do Pix. Confira se o nome do favorecido, a instituição financeira, o CPF ou o CNPJ correspondem exatamente aos dados oficiais da loja onde a compra está sendo realizada. Se as informações não baterem, cancele a operação imediatamente.

  • Para os lojistas e comerciantes: É indispensável manter os sistemas de gestão das e-commerces atualizados na versão mais recente, aplicar soluções e plugins de segurança reforçada e realizar auditorias periódicas no código-fonte das plataformas para identificar brechas de invasão.

A recomendação das autoridades e de peritos em cibercrime é que qualquer tentativa de fraude seja registrada por meio de boletim de ocorrência, acompanhada do comprovante da transação para auxiliar nas investigações.


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Redação

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