Praia do Pinho: MPSC quer retomada de prisões por nudismo

Friday, 23 January 2026
Ministério Público pede derrubada de liminar que impede atuação policial contra prática de nudismo fora da área delimitada em Balneário Camboriú.
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) entrou com uma ofensiva jurídica para restabelecer o rigor da fiscalização na histórica Praia do Pinho, em Balneário Camboriú. O órgão pede a cassação de uma liminar que, atualmente, impede a Polícia Militar de realizar prisões em casos de nudismo praticados fora das áreas estritamente permitidas. A movimentação busca garantir que o Código Penal seja aplicado integralmente em áreas de uso público comum, protegendo o ordenamento social da região.
A polêmica central gira em torno da prática do naturismo em áreas que extrapolam os limites da associação local. Para o MPSC, a falta de fiscalização e de poder de punição gera um vácuo jurídico que pode comprometer a convivência entre banhistas e moradores. O pedido enfatiza que a liberdade de prática do nudismo deve ser restrita aos espaços regulamentados, e que a PM precisa ter autonomia para intervir em casos de importunação ou exposição indevida em áreas públicas adjacentes à praia.
Para o público de Blumenau, que tem em Balneário Camboriú seu principal destino de lazer no verão, o desfecho desta ação é aguardado com atenção. A decisão pode mudar a dinâmica de segurança e comportamento em uma das praias mais famosas do estado. Se a liminar cair, a Polícia Militar voltará a ter autoridade para efetuar prisões em flagrante por ato obsceno, caso as normas de convivência do reduto naturista sejam desrespeitadas fora de seus limites.