Carnaval em alerta: metanol em bebidas acende aviso de segurança em SC

Carnaval em alerta: metanol em bebidas acende aviso de segurança em SC
Foto: Consuma apenas bebidas de procedência conhecida (divulgação)

Saturday, 14 February 2026

Com 25 mortes confirmadas no país, foliões de Blumenau e região devem redobrar atenção com procedência de destilados na folia.

O brilho do Carnaval exige um novo cuidado este ano: o risco de intoxicação por metanol. O Ministério da Saúde emitiu um alerta nacional após confirmar 76 casos e 25 óbitos por ingestão dessa substância em bebidas adulteradas durante 2025. Embora estados como São Paulo e Bahia concentrem a maioria das ocorrências, a circulação de produtos falsificados coloca as autoridades de Santa Catarina em vigilância para proteger o público que aproveita os blocos e festas regionais.

O perigo invisível nas garrafas

Diferente do etanol (álcool comum), o metanol é um solvente industrial altamente tóxico. Segundo o patologista clínico Hélio Magarinos Torres Filho, ao ser processado pelo corpo, ele ataca o sistema nervoso e interrompe a produção de energia das células. O maior risco para o folião é a semelhança inicial com a embriaguez comum, o que pode mascarar um quadro gravíssimo de acidose metabólica.

Sintomas que não são "apenas ressaca"

Especialistas alertam que os sinais de intoxicação surgem entre 6 e 24 horas após o consumo. Se você estiver celebrando o Carnaval e sentir dor abdominal intensa, tontura ou confusão mental, não ignore. O diferencial mais crítico são as alterações visuais: visão turva, embaçada ou perda da percepção de cores podem indicar lesão no nervo óptico. Em casos severos, o quadro evolui para cegueira irreversível, falência renal e morte.

Como se proteger nos blocos de Blumenau

Para garantir uma festa segura na Vila Germânica ou nos desfiles de rua da região, a recomendação é clara:

  • Desconfie de preços baixos: Bebidas com valores muito abaixo do mercado são o primeiro sinal de alerta.

  • Lacre e rótulo: Consuma apenas produtos de fabricantes legalizados e verifique se o selo fiscal e o lacre estão intactos.

  • Evite misturas artesanais: Bebidas vendidas em garrafas PET ou recipientes genéricos sem procedência aumentam drasticamente o risco.

  • Amostra e auxílio: Em caso de mal-estar estranho, procure imediatamente uma unidade de saúde e, se possível, leve a embalagem da bebida consumida.

O estado vizinho, o Paraná, já registrou mortes pela substância, o que reforça a necessidade de atenção em todo o Sul do Brasil. No Rio de Janeiro, laboratórios móveis já testam bebidas em tempo real para retirar falsificações de circulação, uma tecnologia que reforça a gravidade do cenário nacional.


>> SOBRE O AUTOR

Redação

>> COMPARTILHE