Tradições de Páscoa pelo mundo: descubra costumes que vão além do chocolate

Tradições de Páscoa pelo mundo: descubra costumes que vão além do chocolate
Foto: Páscoa em Jerusalém (divulgação)

Friday, 13 March 2026

Enquanto Blumenau se prepara para a Osterdorf, conheça rituais curiosos da celebração em outros países, desde bruxas na Finlândia até omeletes gigantes.

A Páscoa é, sem dúvida, uma das datas mais aguardadas no calendário de Blumenau e de todo o Vale do Itajaí. Para nós, a tradição é sinônimo de Osterbaum, as árvores com casquinhas coloridas, e o carinho artesanal que herdamos da colonização alemã. No entanto, ao redor do globo, o feriado assume formas que podem parecer surpreendentes para quem está acostumado com o nosso "jeitinho" catarinense de celebrar.

Baseado em um levantamento de tradições globais, compilamos rituais que mostram como a renovação e a fé são expressas de maneiras únicas em diferentes culturas.

Omelete gigante e coelhos que não são coelhos

Na pequena cidade de Haux, na França, a tradição é literal e farta: os moradores quebram mais de 4.500 ovos em uma frigideira colossal. O objetivo é criar uma omelete gigante capaz de servir mais de mil pessoas na praça principal. Já na Austrália, o símbolo da data é outro. Como o coelho é considerado uma praga agrícola no país, os australianos adotaram o bilby — um marsupial nativo de orelhas longas e ameaçado de extinção — como o protagonista dos seus chocolates e celebrações.

Bruxas, água e ovos vermelhos

Se em Blumenau as crianças esperam pelo coelhinho, na Finlândia a Páscoa lembra o Halloween. No domingo, os pequenos se fantasiam de bruxas e batem às portas oferecendo-se para afastar maus espíritos em troca de doces.

Na Hungria, o ritual de fertilidade é mais "molhado": homens jogam água em mulheres vestidas com roupas tradicionais. Enquanto isso, na Grécia, esqueça as cores pastéis das nossas casquinhas de ovos. Lá, a tradição exige que os ovos sejam tingidos exclusivamente de vermelho, simbolizando o sangue de Cristo e a vitória da vida sobre a morte.

Conexão com a nossa autoridade local

Para quem vive em Blumenau, cidade referência em manter vivas as tradições germânicas na América Latina, entender esses contrastes reforça a importância de preservarmos a nossa própria identidade. Assim como os franceses cuidam de sua omelete ou os húngaros de seus rituais de água, o Vale do Itajaí continua sendo o guardião da maior árvore de Páscoa do Brasil, unindo fé, turismo e história.


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Redação

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