Parques nacionais batem recorde; SC se destaca no ecoturismo

Monday, 18 May 2026
Ecoturismo injeta bilhões na economia do país e consolida Santa Catarina como rota essencial para quem busca conexão com a natureza e bem-estar.
O desejo de escapar da rotina acelerada e das telas digitais transformou o turismo de natureza no Brasil em um movimento histórico. De acordo com dados oficiais divulgados pelo Ministério do Turismo, os parques nacionais do país registraram um recorde absoluto de mais de 11,8 milhões de visitantes ao longo de 2025. O número representa uma alta expressiva de 8% em comparação com os 10,9 milhões contabilizados em 2024, consolidando o ecoturismo como um motor vital de desenvolvimento. Para os moradores de Blumenau e do Vale do Itajaí, amantes de trilhas e da vida ao ar livre, esse cenário reforça o potencial de conservação e lazer, especialmente com o destaque de Santa Catarina na rota das áreas protegidas brasileiras.
O avanço na visitação foi amplamente impulsionado pela busca por saúde, bem-estar e vivências autênticas no meio ambiente. "O viajante de hoje quer se conectar com a natureza. Os recordes de visitação provam que preservar o meio ambiente é o melhor caminho para gerar emprego, renda e desenvolvimento", defende o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano. Essa tendência global foi validada pela 7ª edição da Revista Tendências do Turismo 2026, desenvolvida em parceria pelo Ministério do Turismo, Embratur e Braztoa, que coloca o contato com áreas naturais como um dos pilares centrais das viagens contemporâneas.
O ranking dos 10 parques nacionais mais visitados do país
Para entender onde se concentram esses milhões de viajantes, o governo federal mapeou as dez unidades de conservação mais procuradas:
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Parque nacional da Tijuca (RJ): Líder isolado com mais de 4,9 milhões de pessoas, abriga o Cristo Redentor e a maior floresta urbana replantada do mundo.
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Parque nacional do Iguaçu (PR): Conhecido pela Garganta do Diabo, atraiu mais de 2,2 milhões de turistas, impulsionado por passeios como o Macuco Safari e a nova rota da Usina São João.
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Parque nacional de Jericoacoara (CE): Destino de 1,3 milhão de viajantes, famoso por pontos como a Pedra Furada e as condições mundiais para a prática de kitesurf.
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Parque nacional marinho de Fernando de Noronha (PE): Somou 792 mil turistas em praias renomadas como a Baía do Sancho.
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Parque nacional da Serra da Bocaina (RJ/SP): Reduto preservado de Mata Atlântica e da histórica Trilha do Ouro, recebeu mais de 727 mil ecoturistas.
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Parque nacional dos Lençóis Maranhenses (MA): Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco, encantou mais de 654 mil visitantes com suas dunas e lagoas.
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Parque nacional da Restinga de Jurubatiba (RJ): Atraiu 335 mil pessoas ao trecho de restinga mais conservado do Brasil.
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Parque nacional da Serra dos Órgãos (RJ): Referência em esportes de montanha com sua rede de 200 quilômetros de trilhas, registrou mais de 330 mil visitantes.
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Parque nacional de Ubajara (CE): Unindo Caatinga e Mata Atlântica, registrou 238 mil turistas atraídos pela célebre Gruta de Ubajara.
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Parque nacional de Brasília (DF): Oásis no Cerrado com piscinas de água corrente, responsável por receber mais de 235 mil visitantes.
Santa Catarina na engrenagem da economia verde
Embora os parques nacionais encabeçem a lista oficial, outras categorias de áreas protegidas também despontaram como grandes atrativos, e Santa Catarina garantiu seu espaço nesse mapa. A APA (Área de Proteção Ambiental) da Baleia Franca, localizada em território catarinense, figurou como um dos grandes destaques do turismo ecológico fora do eixo dos parques tradicionais. A unidade atrai milhares de pessoas focadas na observação dos cetáceos em seu período de reprodução e em caminhadas ao longo das praias costeiras.
Essa movimentação gerou um impacto bilionário na economia brasileira. Estudos realizados pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) revelam que os turistas injetaram diretamente R$ 40,7 bilhões em vendas em todo o país. Desse total, houve uma contribuição direta de R$ 20,3 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Além dos ganhos financeiros, o ecoturismo sustentou mais de 332,5 mil empregos em âmbito nacional e distribuiu R$ 9,8 bilhões em renda familiar para as populações que vivem no entorno das reservas, provando que o patrimônio natural é sinônimo de preservação e prosperidade local.