Dia da Gastronomia Mineira: dicas de vinhos para harmonizar

Dia da Gastronomia Mineira: dicas de vinhos para harmonizar
Foto: Divulgação

Thursday, 02 July 2026

Das receitas lentas aos sabores marcantes, descubra o rótulo ideal para acompanhar cada clássico da mesa nacional.

Celebrado em 5 de julho, o Dia da Gastronomia Mineira exalta uma das culinárias mais emblemáticas do Brasil, reconhecida pelo preparo lento e sabores intensos que acolhem e reúnem as pessoas. Para elevar essa experiência sensorial, o segredo está em encontrar a companhia certa na taça. A sommelière da Wine, Thamirys Schneider, propõe um menu degustação que percorre clássicos dessa culinária regional, mostrando como a harmonização estruturada valoriza a comida e o vinho, preservando a essência da tradição. Confira abaixo o guia completo de combinações para saborear e surpreender o paladar.

Torresmo de barriga com espumante brut

O torresmo, herança cultural da colonização portuguesa muito presente nos botecos brasileiros, ganha uma harmonização perfeita quando combinado com um espumante brut. A gordura e a suculência do corte encontram na acidez e nas borbulhas da bebida o contraponto ideal para limpar o paladar e trazer frescor. A recomendação é o chileno Espumante U By Undurraga D.O. Región del Valle Central Brut, que apresenta aromas cítricos e florais com um paladar cremoso e muito refrescante.

Tutu de feijão mineiro com espumante rosé

Harmonizar feijão exige atenção, pois o alimento é rico em ferro e, ao entrar em contato com os taninos de vinhos tintos, pode gerar um retrogosto metálico desagradável. Além disso, o prato é denso e untuoso quando preparado com carnes. Para evitar erros, a aposta certeira é o Espumante Maraví Rosé Brut, um exemplar brasileiro vibrante, cremoso, frutado e super refrescante. O alto nível de acidez, o corpo estruturado e as borbulhas fazem dele o aliado ideal para essa combinação.

Frango com quiabo e tinto leve

O frango com quiabo destaca-se pelo cozimento lento, resultando em uma carne úmida com pele dourada e molho encorpado. A harmonização pede um vinho com acidez elevada para equilibrar a leve untuosidade do ensopado e a textura do quiabo. A indicação é o italiano Piccini I.G.T. Toscana Rosso 2024, elaborado com as uvas Sangiovese, Malvasia Nera e Ciliegiolo. Amadurecido por cerca de 10 meses em cubas de cimento para preservar o frescor, possui perfil frutado com notas de frutas vermelhas maduras, toques florais e de especiarias, entregando um paladar leve, macio e equilibrado.

Vaca atolada com vinho estruturado

Prato rústico e substancioso, a vaca atolada une o cozimento lento da costela bovina (carne fibrosa e gordura concentrada) com a mandioca cremosa. O prato exige um tinto intenso e estruturado, com boa presença tânica e acidez elevada para quebrar as fibras e proteínas da carne. O argentino Chac Chac Reserva Tannat 2023 atende a esses requisitos. Feito 100% com a uva Tannat e amadurecido por 12 meses em barris de segundo uso (50% francês e 50% americano), é um vinho potente, elegante e de longa persistência, ideal para dias mais frios.

Romeu e Julieta com vinho de sobremesa

Para encerrar o menu valorizando a tradição dos doces, a combinação de Goiabada Cascão com Queijo Minas Curado pede um vinho de sobremesa. Como a goiabada possui doçura elevada, o vinho deve ser igualmente doce ou superior para evitar que pareça amargo ou excessivamente ácido, aproveitando também o contraste salgado do queijo. A sugestão é o italiano Cantine Pellegrino D.O.C. Pantelleria Passito Liquoroso 2024, produzido na Sicília com a uva Zibibbo. As uvas passam por um processo de secagem para concentrar açúcares e aromas, resultando em um rótulo mediterrâneo intenso e aromático.


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