Visto para os EUA: 7 erros que fazem os pedidos serem negados

Tuesday, 11 August 2026
Com taxa de rejeição de 14,87% para brasileiros, especialista alerta para falhas comuns no processo e na entrevista consular.
O sonho de viajar, estudar ou fazer negócios nos Estados Unidos faz parte da rotina de centenas de famílias em Blumenau e no Vale do Itajaí todos os anos. No entanto, o caminho até o carimbo no passaporte exige atenção rigorosa às regras de imigração americanas. Dados do Departamento de Estado dos Estados Unidos revelam que a taxa de recusa dos vistos de turismo e negócios (B1/B2) para brasileiros foi de 14,87% em 2025 — o que significa que, embora cerca de 85% dos pedidos sejam aprovados, milhares de solicitações continuam sendo rejeitadas por falhas evitáveis no planejamento.
De acordo com a advogada Ingrid Domingues-McConville, especialista em imigração nos Estados Unidos com 31 anos de atuação no setor, a ausência de uma orientação adequada e o descumprimento de critérios técnicos estão entre os principais gargalos dos requerentes brasileiros.
Os 7 erros mais comuns no processo do visto americano
1. Não recorrer a um advogado licenciado nos EUA
O primeiro equívoco frequente é buscar apoio em consultorias ou intermediários que não possuem licença jurídica nos Estados Unidos. Apenas advogados habilitados em um estado americano têm prerrogativa legal para avaliar o perfil migratório do requerente, indicar a categoria correta e prestar assessoria jurídica.
2. Escolhar a assessoria apenas pelo menor preço
Muitos solicitantes tomam a decisão com base unicamente no valor do serviço prestado ou em promessas irrealistas de "aprovação garantida" ou rápida, ignorando a qualificação técnica necessária para a condução do processo.
3. Solicitar a categoria de visto incorreta
As modalidades de visto possuem requisitos específicos e rígidos. A definição da categoria adequada exige a análise criteriosa do histórico profissional, financeiro, familiar e migratório de cada indivíduo antes do envio da solicitação.
4. Apresentar documentação inadequada ou inconsistente
A consolidação de um pedido de visto não se mede pela quantidade de documentos entregues, mas pela capacidade de demonstrar exatamente o que exige a legislação migratória aplicável. Inconsistências ou falhas na comprovação documental motivam boa parte das indeferimentos.
5. Confiar em relatos de terceiros ou informações da internet
A legislação norte-americana é técnica e avalia cada requerimento de forma estritamente individual. Seguir dicas de redes sociais, vídeos ou experiências de conhecidos cria falsas expectativas e induz o candidato a decisões equivocadas.
6. Falhar no momento da entrevista consular
A entrevista presencial no consulado é determinante. Respostas contraditórias, divergências em relação ao formulário preenchido, explicações excessivas, falta de clareza ou omissão de fatos comprometem gravemente a avaliação do agente consular.
7. Reaplicar o mesmo pedido após uma negativa
Enfrentar uma recusa não impede novas tentativas, mas exige a revisão minuciosa da estratégia adotada. Reenviar a mesma documentação e utilizar os mesmos argumentos sem identificar e corrigir a causa exata do indeferimento prévio resulta em nova rejeição.