Serra Catarinense vai muito além do frio

Serra Catarinense vai muito além do frio
Foto: Divulgação

Friday, 21 August 2026

Região reúne 18 municípios divididos em três polos estratégicos, integrando natureza, economia diversificada e novas rotas de desenvolvimento para Santa Catarina.

Para quem é de Blumenau e busca escapar da rotina sem ir longe, a Serra Catarinense deixou de ser apenas o destino clássico dos dias gelados de inverno. Com uma extensão que abrange quase 17% de todo o território catarinense — cerca de 16 mil quilômetros quadrados espalhados por 18 cidades da Amures —, a região vive um momento de forte reinvenção econômica e turística, mostrando que tem atrações de sobra para os 12 meses do ano.

Para entender essa grandiosidade e facilitar o planejamento de viagens ou investimentos, especialistas costumam dividir o território serrano em três grandes frentes geográficas: a Região dos Lagos, a Região Central e a Região de Altitude. Cada uma delas apresenta identidades próprias, unindo desde a tradicional cultura tropeira até a moderna vitivinicultura de altitude e o turismo náutico.

Os três pilares do desenvolvimento serrano

  • Região dos Lagos: No extremo sul, formada por Anita Garibaldi, Campo Belo do Sul, Capão Alto e Cerro Negro, a paisagem foi moldada por hidrelétricas. Hoje, o projeto do Parque dos Lagos transforma os reservatórios em polos de pesca, esportes náuticos e ecoturismo, oferecendo uma face pouco explorada da serra.

  • Região Central: Tendo Lages como o grande motor urbano, logístico e econômico, o setor articula cidades como Bocaina do Sul, Correia Pinto, Otacílio Costa, Painel, Palmeira, Ponte Alta e São José do Cerrito. É o coração do agronegócio, da pecuária e de iniciativas como a futura Rota do Cicloturismo, com 600 quilômetros de trilhas conectando vários municípios.

  • Região de Altitude: O corredor mais famoso do turismo nacional engloba Bom Jardim da Serra, Bom Retiro, Rio Rufino, São Joaquim, Urubici e Urupema. Além de ícones como a Serra do Rio do Rastro e o Morro da Igreja, a área se consagrou mundialmente pela produção de vinhos finos de altitude, unindo enogastronomia e paisagens de tirar o fôlego.

Oportunidades o ano todo

Mais do que atrair visitantes no inverno com a promessa de geada ou neve, a Serra Catarinense movimenta uma vasta cadeia produtiva que engloba hotéis, pousadas, gastronomia típica, artesanato e agricultura familiar. No verão, o protagonismo passa para as trilhas, cânions e cachoeiras; na primavera e no outono, o clima ameno e as cores da vegetação dão o tom das experiências rurais.

Para moradores de Blumenau e região que acompanham o crescimento catarinense, a mensagem é clara: a serra deixou de ser apenas um refúgio sazonal e consolidou-se como um território fértil de oportunidades, inovação e desenvolvimento integrado.


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Redação

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